Juiz de Fora foi a primeira cidade do Brasil, à exceção das capitais, a aderir à Política Nacional para a População em Situação de Rua. O fato foi comemorado pelo primeiro secretário da Câmara Municipal, Nilton Militão (PTC), que trata esse público com prioridade desde o início do mandato. “O município precisava de dar prioridade para a população de rua. Hoje, graças ao esforço desta administração, isso foi concretizado. Muitas dessas pessoas perdem a dignidade e necessitam de alguém com responsabilidade e sensibilidade, para desenvolver políticas que venham ao encontro das suas necessidades. Esse é apenas o começo de grandes projetos”, disse.
Em Audiência Pública, em 11 de março de 2013, o vereador cobrou a adesão do município à iniciativa. Na oportunidade, Militão defendeu diagnóstico para ações de resgate do morador de rua como cidadão e ressaltou a importância do fortalecimento de vínculos familiares. Ainda sugeriu a criação de uma Casa de Transição para triagem e encaminhamentos de casos de doenças psiquiátricas e dependência química, além de um Centro Comunitário de Convivência para a reinserção social.
Por várias vezes, o vereador voltou a abordar o assunto. Em 19 de maio deste ano, alertou sobre o aumento acentuado de pessoas em situação de rua, inclusive nos semáforos, e propôs intervenções do Poder Público. Ele lembrou das cobranças que já havia feito em Audiência Pública e que havia transcorrido tempo suficiente para a Secretaria de Desenvolvimento Social realizar os estudos e tomar providências necessárias.
De acordo com o termo de adesão, assinado com a presença do coordenador geral dos Direitos da População em Situação de Rua da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Carlos Alberto Ricardo Júnior, o município se compromete a promover a constituição e o fortalecimento da rede de atendimento a essa parcela da comunidade, assim como elaborar a política municipal em conjunto com o Comitê Intersetorial. A instituição desse Comitê é uma exigência para o desenvolvimento das ações, abrangendo habitação, educação, trabalho e emprego, saúde e assistência social.