Publicada em: 07/04/2014 - 198 visualizações

Exposição de consultor amplia transparência na Câmara

Exposição de consultor amplia transparência na Câmara (07/04/2014 00:00:00)
  • Exposição de consultor amplia transparência na Câmara
 
   Nos primeiros três meses de 2014 foram registrados 46 assassinatos em Juiz de Fora. Em um comparativo com o mesmo período do ano passado, são três vítimas a mais. O desafio de diminuir o crescente número de mortes violentas e fazer com que a cidade volte a ser segura e pacífica tornou-se o principal eixo de atuação do gabinete do vereador Wanderson Castelar (PT) por meio de consultoria feita pelo jornalista Jorge Sanglard. Por intermédio do consultor, Leandro Piquet, do Instituto de Relações Internacionais e do Núcelo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, foi informado sobre os dados locais. Com base nessas informações, o especialista prevê que o número de assassinatos no município pode chegar a 200 no final deste ano, caso não haja nenhuma intervenção. Com uma ação efetiva, será possível uma queda significativa, com número em torno de 105 mortes.
   Com o apoio do consultor, a cultura também foi contemplada pelo mandato do vereador. Além de participar da elaboração do Plano Municipal de Cultura ao lado do parlamentar, o jornalista fez intervenções junto à ministra de Cultura, Marta Suplicy, contribuindo para captação de recursos para a reforma do Museu Mariano Procópio.
   A apresentação por Jorge Sanglard do relatório de consultoria técnica no plenário da Câmara Municipal foi a primeira a ser realizada, conforme determina resolução 1.280, proposta por Castelar. O jornalista fez um balanço das atividades entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2013.
   O vereador, que preside a Comissão de Segurança da Câmara, afirmou que o evento tem caráter pioneiro. Os consultores apresentavam relatórios escritos, porém sentiu a necessidade de estender os dados ao público, de dar maior visibilidade ao trabalho legislativo. O material será disponibilizado no Portal da Transparência da Casa.
   O consultor contribuiu na organização do seminário “Violência Urbana em Juiz de Fora: o que deve ser feito?”, que mobilizou amplos setores da sociedade. O evento, realizado pela Câmara Municipal de Juiz de Fora, reuniu grandes especialistas como o advogado e escritor, Jacob Pinheiro Galdberg, e o integrante do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, Leandro Piquet Carneiro.
   Do evento surgiu um laboratório de estudos sobre a violência, que será montado no Centro de Pesquisas Sociais da UFJF. Junto com a Comissão de Segurança da Câmara, a Prefeitura, a OAB, as Polícias Militar e Civil e o Instituto Vianna Júnior estão envolvidos no diagnóstico da situação. A partir daí será elaborado um Plano de Enfrentamento, com ênfase na prevenção. A ideia é utilizar esses dados para elaboração de políticas públicas para o problema.
   Os números são reveladores das necessidades locais. Em 2001, o município tinha índices relativamente baixos de assassinatos. Foram registrados 30. Em 2009, chegaram a 39; em 2010, a 60, e em 2011, a 65. A partir de 2012, entretanto, os números não pararam de crescer de forma significativa. Foi nesse ano que Juiz de Fora contabilizou 99 mortes violentas. Castelar sente que a cidade foi balançada pelos números atuais. “Os homicídios chegaram a um patamar nunca antes experimentado. Por isso, ganharam dimensão especial na apresentação,” disse.
   A apresentação foi acompanhada por representantes do Comitê da Cidadania, do Grupo Ecológico Salvaterra, da Comissão de Estudantes da OAB e do Programa de Prevenção à Criminalidade.
 
 


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