A preocupação com o aumento da violência em Juiz de Fora voltou a ser tema de discussão na Câmara Municipal. Na abertura do terceiro período legislativo do ano, Isauro Calais (PMN) lamentou os quatro assassinatos no final de semana e os mais de 30 em dois meses e meio. A situação foi considerada inconcebível pelo vereador, que alerta para a urgência na necessidade de ações para reduzir o número de armas em circulação na cidade. Além de conclamar a união de todos os vereadores para mudança desse quadro, Isauro Calais cobra buscas como a PM fazia antigamente. “Precisamos de Polícia no Centro e nos bairros,” disse.
Antônio Aguiar (PMDB) concorda que a ação contra o desarmamento deve ser mais ostensiva, mas ponderou quanto a carência de contingente policial. Segundo ele, há necessidade de, pelo menos, mais 600 homens na cidade, o correspondente a um batalhão. O vereador foi informado que PMs estão sendo transferidos dos setores administrativos para rondas, mas a medida não foi suficiente para atender a demanda. A falta de pessoal e equipamentos também foi ressaltada por Chico Evangelista (PROS).
A demora no atendimento a ocorrências foi observada pelo vereador José Mansueto Fiorilo (PDT). Ele relatou recente fato na Sociedade São Vicente de Paulo, em Santa Luzia, em frente à Companhia da PM. Uma pessoas entrou no estabelecimento, provocou tumulto e, mesmo diante de uma unidade da Polícia Militar, a demora favoreceu a fuga do envolvido.
O líder do Governo, Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal-PTC), lembrou que o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) está atento aos acontecimentos e entregou em mãos ao governador Antônio Anastasia (PSDB) uma representação com autoridades de todos os setores do município, cobrando soluções para a segurança.