Os vereadores Wanderson Castelar (PT) e José Mansueto Fiorilo (PDT) integrantes da Comissão de Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara Municipal estiveram na manhã desta quarta-feira (26/02) na Casa de Saúde Esperança, no bairro Vila Ideal, para verificar as condições da unidade, dentro da perspectiva de visitar/vistoriar semanalmente as unidades de saúde do município.
O hospital atende a 256 pacientes psiquiátricos, além de dependentes químicos. São 53 funcionários entre médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. De acordo com a enfermeira Clara Santos, ainda são necessários 16 profissionais para suprir a demanda.
Após o fechamento dos hospitais psiquiátricos São Domingos, em março do último ano, e Aragão Villar, em janeiro desde ano, os pacientes foram transferidos para a antiga Casa de Saúde Esperança, atual Hospital Municipal, que passou a ser a única unidade desse tipo em funcionamento na cidade.
Os vereadores conheceram as dependências e constaram problemas na estrutura física. O alvará da vigilância sanitária para funcionamento ainda não foi liberado devido à não realização de algumas obras na unidade.
Em conversa com enfermeiras e com os diretores administrativo e clínico, Maria Cristina Miranda e Rubem Dario, o maior problema relatado é sobre o prazo de vencimento de um concurso do dia 1º de março (próximo sábado). A partir dessa data, os profissionais do hospital serão substituídos.
“Os enfermeiros entraram em março de 2013 e ficaram até junho sem receber. Os pacientes da psiquiatria demoram a confiar em que oferece tratamento. Agora que o funcionamento está normalizado, após tantas mudanças, todos serão substituídos. Isso irá trazer um transtorno”, enfatizou Clara Santos com o endosso de Rubem Dario.
Uma reunião está agendada para hoje à tarde, às 14h45, na Prefeitura, para discutir a questão, além de abordar a renegociação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o fechamento da Casa. O Presidente da Comissão de saúde, o vereador Castelar, pretende participar da discussão para cobrar do Poder Público ações para minimizar os problemas na área, dar continuidade ao trabalho na unidade e discutir os efeitos da judicialização da saúde na cidade.
Com o fechamento do hospital psiquiátrico, a nova política adotada será o investimento em residências terapêuticas, doze já atuantes no município. Segundo a psicóloga do Departamento de Saúde Mental da Prefeitura, “o processo oferece mais autonomia ao paciente, pois o tira da situação de confinamento do hospital”.