Publicada em: 17/10/2013 - 215 visualizações

Audiência Pública discute uso e ocupação do solo em torno dos mananciais que abastecem Juiz de Fora

Audiência Pública discute  uso e ocupação do solo em torno dos mananciais que abastecem Juiz de Fora (17/10/2013 00:00:00)
  • Audiência Pública discute uso e ocupação do solo em torno dos mananciais que abastecem Juiz de Fora
 
     A Câmara Municipal debateu a situação do uso e ocupação do solo em torno dos mananciais que abastecem Juiz de Fora em audiência pública realizada nesta quinta-feira (17/10). O vereador Zé Márcio (Garotinho – PV) fez um apelo para que as autoridades cuidem do zoneamento do entorno dos mananciais, como as represas de João Penido, Chapéu D’Uvas, São Pedro e Ribeirão Espírito Santo. “O meio ambiente precisa ser preservado. Não podemos deixar que a minoria degrade o nosso patrimônio natural”. 
     O assessor de Meio Ambiente da Cesama, Paulo Valverde, disse que existem falhas e as regras são necessárias. “Falta participação da sociedade. Todos precisam contribuir de alguma forma”. O assessor apresentou imagens do trecho de montante da Bacia do Ribeirão Espírito Santo, correspondente ao Córrego Barreiro, onde encontrou carcaça de um fusca. 
     A química e especialista em Saneamento e Meio Ambiente, Maria Magaly Bucci, apresentou sua tese de doutorado. Ela concluiu que é preciso verificar lançamentos clandestinos de esgotos nas áreas de preservação ambiental, adotar medidas mitigadoras que visem proteger o manancial e conter os processos de degradação, eutrofização e erosão, adotar políticas públicas que visem proteger o manancial, intensificar a fiscalização e revisar toda a legislação que trata das áreas ao entorno das mananciais. 
     O secretário de Meio Ambiente da cidade de Santos Dumont, Elmar Moreira, declarou que é melhor prevenir do que remediar. “Falta planejamento. É preciso que seja feito um trabalho conjunto, uma gestão integrada entre as cidades que abrigam as represas”. 
     O representante da UFJF, Pedro José de Oliveira Machado, relatou que na história de Juiz de Fora nunca foi realizada uma gestão em torno das mananciais. “As autoridades precisam trabalhar urgentemente para que uma gestão seja realizada em prol do meio ambiente”.
     O representante do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Preto e Paraibuna, Mateus Machado Cremonese, falou que no Comitê existe um grupo de trabalho que estuda melhorias para os mananciais e gestão compartilhada. 
     O diretor presidente da Cesama, André Borges, enfatizou a inviabilidade econômica da PJF. “Gostaríamos de ter o poder de desapropriação e recurso para que isso acontecesse, mas não temos condições. Hoje nossa preocupação é regulamentar o uso e ocupação do solo em torno das represas”. 
     O secretário de Meio Ambiente, Luís Cláudio dos Santos, disse que o Prefeito Bruno Siqueira está aberto para diálogo. “Herdamos vários problemas das administrações passadas. Hoje a secretaria possui somente dois fiscais é isso é muito pouco pelo tamanho de nossa cidade”. 
     Noraldino Junior (PSC) recebeu uma denúncia via redes sociais de que no bairro Cidade do Sol, perto de um pequeno manancial está sendo depositado irregularmente lixos hospitalares e outros resíduos de extremo risco ambiental e sem nenhuma avaliação. Noraldino solicitou intervenção imediata para que seja sanada tal situação.  
     Roberto Cupolillo (Betão - PT) sugeriu a realização de um seminário para ampliar as discussões. “O assunto é extremamente delicado”.
 


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