Publicada em: 08/10/2013 - 260 visualizações

Situação do Sistema Único de Saúde é discutida em audiência pública

Situação do Sistema Único de Saúde é discutida em audiência pública (08/10/2013 00:00:00)
  • Situação do Sistema Único de Saúde é discutida em audiência pública
 

     A Câmara Municipal debateu a situação do Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora em audiência pública realizada na segunda-feira (08/10). Durante a reunião solicitada pelo vereador Antônio Aguiar (PMDB), a pedido do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, representantes da saúde debateram questões como o atendimento, a falta de médicos e medicamentos, terceirização, além das condições de trabalho e o plano de cargos e salários.
     De acordo com o proponente da audiência, a saúde está precária na cidade, a rede é ultrapassada e existem carências de profissionais na área. “O PAM Marechal foi referência no Município, atualmente perdeu cerca de 400 profissionais”. Antônio Aguiar ainda lembrou que o SUS é de responsabilidade de todos os seguimentos (Municipal, Estadual e Federal) e que nestes 25 anos de Constituição, o Sistema Único de Saúde foi um grande ganho. Ao final das considerações iniciais o vereador perguntou ao Secretário de Saúde, José Laerte, sobre a composição de quadros nas UAPs em 2014.
     José Mansueto Fiorilo (PDT) afirmou que os médicos precisam de mais condições de trabalho e plano de cargos e salários. Solicitou ao Promotor de Justiça, Rodrigo Ferreira Barros, a flexibilização e consideração com os funcionários.
    A médica Rosângela de Fátima do Nascimento disse que a audiência é um marco para o futuro da saúde. “O problema da saúde está cada vez mais grave. Hoje são mais de 17 mil consultas por mês e salário de R$ 1.680, totalmente fora do mercado particular”.
    A médica Lena Márcia do Valle também reclamou do Sistema Único de Saúde. “A situação está caótica em nível Nacional. Não adianta ter verba se não há gestão. O que acontece hoje no Brasil é a criminalização dos profissionais”.
     O médico Geraldo Henrique Sette de Almeida relatou que o problema vem se arrastando há mais de 20 anos. “O SUS tem sido tratado de forma precária”, declarou.
    O secretário Executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, citou a lei 8076 de 1992 e pediu proposta consistente para colocar um ponto final na história da saúde precária na cidade.
    O representante do Conselho Regional de Medicina e delegado Adjunto em Juiz de Fora do Conselho de Medicina, Dr. Jairo Antônio Silvério, declarou que os médicos estão sendo pressionados por problemas de gestão. “Não há condições de trabalhar”.
    O presidente do Sindicato dos Médicos em Juiz de Fora, Dr. Gilson Salomão, relatou que existe um grande déficit de equipes do Programa Saúde da Família. “É preciso fazer cumprir as leis que são aprovadas por essa Casa”.
     O promotor de Justiça, Rodrigo Ferreira Barros, destacou que o Ministério Público busca exclusivamente o cumprimento das leis e as obrigações dos servidores. “O trabalho realizado pelo MP é de total transparência. Buscamos parcerias para melhorar o SUS. Mas o MP não consegue sozinho solucionar os problemas, é preciso união de forças”.
     O secretário de Saúde, José Laerte, afirmou que a antiga policlínica da região Norte terá um Centro de Especialidade Médica e ainda lembrou que a empresa de logística que atendia a prefeitura na área da saúde não atende mais. Reconheceu que os médicos do SUS têm seus salários defasados.
     Wanderson Castelar (PT) disse que os médicos estão sendo mal formados. “Ouvimos o tempo todo que alguns médicos públicos não olham para o rosto da pessoa durante a consulta”.
     O presidente da Câmara Municipal, Julio Gasparette (PMDB), afirmou que é preciso fazer uma nova audiência e convocar o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para conhecer a realidade do Município. “O SUS hoje é uma vergonha”.
      Nilton Militão (PTC) declarou que a atual situação é em virtude de má gestão do Governo Federal.
     João do Joaninho (DEM) lembrou que o HPS está lotado de pessoas com pé quebrado e não tem ortopedista para atendimento.
    O secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa Neto, falou que tem esperança na saúde. “Medidas paliativas não vão resolver o problema, não vamos encontrar soluções mágicas. Precisamos de estudos para chegar ao denominador comum”.

 


©2025. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade