A vereadora Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico-PDT) usou a Tribuna da Câmara para protestar contra a proposta do governo de extinguir com as Apaes (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais). A intenção do Ministério da Educação é levar os atendidos para as escolas de ensino regular, o que é considerado temerário pela vereadora em função da atual situação dos estabelecimentos de ensino públicos. Ana do Padre Frederico se refere à violência e a falta de treinamento dos professores para receber alunos com deficiência, que requerem acompanhamento individual. “Os professores já têm que atender a 35 alunos em cada turma com suas peculiaridades. Como vão receber crianças que dependem de atendimento especializado?” Em Minas Gerais há 425 Apaes que prestam assistência a aproximadamente 90 mil crianças e suas famílias.
De imediato, a vereadora recebeu o apoio do vereador Zé Márcio (PV) que reconheceu a falta de estrutura das escolas. Noraldino Junior (PSC) também está convencido de que nem as escolas nem as famílias estão preparados para uma mudança repentina. O presidente Julio Gasparette (PMDB) repetiu o termo usado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro, em recente visita a Juiz de Fora. Na oportunidade, o parlamentar classificou a proposta de catastrófica. Gasparette informou que a Apae de Juiz de Fora atende a mais de 500 crianças.
Roberto Cupolillo (Betão-PT) recomendou cautela e o aprofundamento da discussão. Ele lembrou sobre a existência de uma corrente defensora da inclusão dos deficientes em escolas regulares e alertou que o número de crianças que não conseguem acesso à Apae é muito superior ao das atendidas.