A representação da Câmara Municipal e do segmento religioso no Conselho Municipal de Cultura (Concult) foi proposto pelo vereador André Mariano (PMDB) durante a reunião plenária desta quarta-feira (21/08). O órgão é integrado por 22 membros efetivos e igual número de suplentes do poder público e da sociedade civil organizada. André Mariano esclareceu que os vereadores recebem, em seus gabinetes, presidentes de Associações de Moradores e lideranças comunitárias com projetos na área, tornando necessária uma interlocução. A mesma necessidade é constatada por parte dos segmentos religiosos, que desenvolvem muitas atividades culturais. Ele chegou a citar a lei 10.897 de autoria do então vereador Pastor Carlos que considera cultural todo evento gospel. Os atendimentos, segundo ele, em número pequeno, são alcançados com muita dificuldade por meio da Lei Murilo Mendes.
Isauro Calais é favorável que a Câmara seja representada no Concult, desde que a lei o permita. Isso pode se dar por meio de Mensagem do Executivo. O primeiro secretário Nilton Militão (PTC) entende que esta é inclusive mais uma forma do Legislativo exercer um de seus papéis, o de fiscalizador.
A atual composição do Concult é, entretanto, considerada adequada pelo vereador Wanderson Castelar (PT). O petista enfatizou que o Conselho é deliberativo, não vê sentido na inclusão da representatividade religiosa e ponderou quanto a dificuldades para que os mais variados credos fossem contemplados.