Publicada em: 30/07/2013 - 199 visualizações

Importância do desfibrilador é tema de palestra no Legislativo

Importância do desfibrilador é tema de palestra no Legislativo (30/07/2013 00:00:00)
  • Importância do desfibrilador é tema de palestra no Legislativo
 

Na manhã desta terça-feira (30/07) servidores da Câmara Municipal, representantes dos shoppings Santa Cruz, Alameda e Mister Shopping, além de vigilantes de empresas do município participaram de uma capacitação sobre o uso do desfibrilador automático externo (DAE).

O vereador e também médico, José Mansueto Fiorilo (PDT), é autor da Lei Municipal 11.825 de 2009 que obriga a manutenção em locais públicos e privados onde há concentração de elevado número de pessoas do DAE. Fiorilo promoveu o encontro que foi ministrado pelo professor Hélio Lima de Brito, chefe do setor de Cardiologia do Hospital Universitário (UFJF). Ele falou do índice elevado de mortes súbitas e da falta de preparo para lidar com alguém que venha a sofrer parada cardíaca.

No Brasil, são cerca de 300 mil mortes cardiovasculares, sendo 150 por morte súbita. De acordo com o cardiologista o coração é o órgão que mais ocasiona óbitos. Em Juiz de Fora são mil mortes por ano, metade deste número equivale a morte súbita.

Para o leigo identificar a parada cardíaca são necessárias três observações. A pessoa deve estar inconsciente, não responder ao chamado e ter ausência de respiração.

Com o uso do DAE a morte súbita é abortada pela descarga de energia. Esse primeiro socorro deve acontecer nos primeiros 10 minutos. O uso do DEA deve ser aliado à massagem. “A cada minuto cai em 10% a chance de uma pessoa sobreviver a uma parada cardíaca. Com o uso do desfibrilador a vítima ganha tempo na espera de um socorro profissional. A atitude salva vidas ”, enfatizou o médico. O cardiologista lembrou que 80% das pessoas morrem fora do hospital.

A arritmia cardíaca faz com que o coração não consiga bombear o sangue para o cérebro. Os médicos ensinaram a plateia como fazer as manobras de ressuscitação cardíaca. Além de seguir as orientações do equipamento que indica choque quando necessário. O DEA é destinado ao uso de leigos, salva vidas e custa em média R$ 5 mil. 

A servidora Marilene Dalpra de Gusmão aprovou a capacitação. “Trabalho no plenário da Câmara e em uma emergência já sei o que fazer. Agora me sinto segura para ajudar alguém”.

Bruno Castelano, servidor da Divisão de Tecnologia da Informação ressaltou a forma didática com quem o conteúdo foi transmitido. “Agora sabemos manusear o DAE e como agir em caso de necessidade”.

No palácio Barbosa Lima o desfibrilador fica junto à entrada do Plenário.

 


©2025. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade