O vereador Wanderson Castelar (PT) participou da II Conferência Municipal de Cultura, promovida pela Funalfa e pelo Conselho Municipal de Cultura nos dias 11, 12 e 13 de julho em Juiz de Fora. O evento, que reuniu mais de 160 pessoas, integrou a fase local da Conferência Estadual de Cultura e da Conferência Nacional de Cultura.
Castelar ressaltou a importância da cidade se integrar ao Sistema Nacional de Cultura. Enfatizou o fato de Juiz de Fora já dispor do Conselho Municipal de Cultura, do Fundo Municipal de Cultura e da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, além de ter sido elaborado o Plano Municipal de Cultura, fruto de decisão da I Conferência Municipal de Cultura, realizada em 2009, e que deverá ser aprovado pela Câmara Municipal de Juiz de Fora e sancionado pelo prefeito.
Em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Cultura (MinC), a Conferência mobilizou setores artísticos e deliberou sobre as questões prioritárias para a garantia a todos os cidadãos do pleno exercício de seus direitos culturais. O Plano Municipal de Cultura, como destacou o Superintendente da Funalfa, Antônio Carlos Siqueira Dutra, foi construído democraticamente, através de fóruns com representantes das classes artísticas, envolvendo produtores culturais, membros da sociedade civil e de vários outros grupos, com o objetivo de contemplar a ampla diversidade cultural existente na cidade.
Na palestra de abertura, o pesquisador José Oliveira Júnior abordou os dois primeiros eixos temáticos da conferência: “A Implantação do Sistema Nacional de Cultura” e “A Produção Simbólica e Diversidade Cultural”. Destacou que é urgente a necessidade de incluir o cidadão comum nas discussões sobre a implantação de políticas públicas para a cultura, e que esse é o maior desafio a ser enfrentado em Juiz de Fora, em Minas e no país. “A cultura precisa tomar um lugar central e deixar de ser usada e pensada como acessório. É por meio da cultura que o sujeito mostra quem é, então, esse tem que ser o espaço da aceitação da expressão do outro para que a sociedade não sofra uma rachadura. Daí emerge a responsabilidade compartilhada, em que os cidadãos compreendem o seu papel e lutam pelo coletivo e não apenas por seus interesses individuais,” defendeu o palestrante, que é escritor, autor de "Pensar e Agir com a Cultura: Desafios da Gestão Cultural”.
José Júnior também pontuou que é preciso, neste momento, estabelecer as prioridades, sem focar problemas individuais. Destacou ainda que, entre os principais desafios estão a ampliação da participação da sociedade, as contribuições para o desenvolvimento urbano, a definição de políticas públicas para a cultura, o financiamento para grupos de práticas diversas, a qualificação das informações de cultura e, por último, a efetivação das diretrizes do Plano Municipal de Cultura.