Publicada em: 09/07/2013 - 179 visualizações
A Associação dos Familiares de Doentes Mentais ocupou a Tribuna Livre da Câmara nesta terça-feira (09/07) para relatar que os recentes fatos que chegaram ao conhecimento do público não representam um terço das denúncias e dos abusos vivenciados pelos pacientes psiquiátricos. Segundo a representante da Associação, Irene Aparecida Vitorino, sua presença na Câmara Municipal foi para trabalhar por um futuro melhor para os pacientes psiquiátricos.
“É preciso que a Lei nº. 10.216 (Reforma Psiquiátrica) que dispõe sobre a desospitalização seja cumprida de forma correta e não distorcida como tem acontecido através do fechamento dos Hospitais Psiquiátricos sem que a rede de atendimento ao doente esteja pronta e apta a receber estes pacientes. O nosso receio é de que os pacientes crônicos e com necessidades especiais sejam desrespeitados ou não consigam ser internados conforme a lei, visto que, esquizofrenia, bipolaridade e outras doenças mentais não têm cura, somente tratamento. Eles devem ser acompanhados por profissionais capacitados, sabedores dos procedimentos específicos para o atendimento”, destacou.
Irene acredita que a sociedade sabe pouco sobre os pacientes psiquiátricos. “Muitos acreditam que eles são abandonados pelos familiares, quando na verdade são os próprios familiares que estão lutando para que eles tenham um atendimento digno e que no futuro não sejam massacrados pela sociedade. Ela ainda denunciou que a omissão e o abuso de autoridade são fatos constantes de denúncias junto à associação. “Alguns profissionais que atuam na área e mesmo capacitados praticam maus-tratos e são omissos, faltando comprometimento e ética na função designada. É preciso dar um basta na situação caótica em que se encontra a psiquiatria e transformar nossa cidade em referência na área. Precisamos de um bom planejamento, transparência e realização. Estamos de olho”, alertou.
A psicóloga e Chefe do Departamento de Saúde Mental da Secretaria de Saúde da prefeitura, Andréia Stenner, relatou que o momento é de crise. O decreto emergencial é uma maneira de conseguir mobilizar esforços em prol da rede. Ela admitiu que o ambiente vivenciado pelos pacientes é inadequado para o tratamento.
Ana Maria Souza apresentou ao vereador Aparecido Reis Miguel (Cido – PPS) um relatório que comprova a negligência, maus-tratos e tortura com relação ao irmão Edmar de Souza.
Antônio Aguiar (PMDB) lembrou da Chamada Pública que vai acontecer no dia 30 de julho. No final da Tribuna Livre os vereadores Noraldino Junior (PSC), Nilton Militão (PTC), João do Joaninho (DEM) e Julio Gasparette (PMDB) enfatizaram que a Câmara Municipal continua a disposição para discutir e buscar uma solução para os problemas enfrentados pela psiquiatria.
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