Publicada em: 25/06/2013 - 309 visualizações

Risco da automedicação e de acidentes na infância por intoxicação com medicamentos provoca apresentação de projeto

Risco da automedicação e de acidentes na infância por intoxicação com medicamentos provoca apresentação de projeto (25/06/2013 00:00:00)
  • Risco da automedicação e de acidentes na infância por intoxicação com medicamentos provoca apresentação de projeto
 
     “Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças”. “Não use medicação sem orientação de seu médico ou farmacêutico”. Projeto de lei do vereador Antônio Aguiar (PMDB) determina a afixação, em ponto visível, próximo ao local de venda de medicamentos de farmácias e drogarias, de placa com essas informações. O vereador se propõe a combater dois problemas. A automedicação e acidentes com crianças por intoxicação com medicamentos. As placas ou cartazes devem ter 40 centímetros de largura por 30 centímetros de altura.
      Em 2004, o Brasil era o primeiro país do mundo na venda de medicamentos. Os remédios são adquiridos por influência de amigos, de veículos de comunicação e internet, entre outros. Dois fenômenos agravaram o problema. Antônio Aguiar observou que o culto à beleza impulsionou o comércio de medicamentos para emagrecer e vitaminas. Além disso, a onda das psicoses fez a população consumir antidepressivos sem recomendação profissional.
     Esse comportamento trouxe consequências. Pesquisa do Ministério da Saúde, feita em novembro de 2008, revelou que apenas 30% dos pacientes internados em UTIs conseguiram absorver os princípios ativos que necessitavam. A causa seria o uso incorreto de substâncias durante vários períodos da vida. A prática prejudica o sistema imunológico, facilita intoxicação, hipersensibilização e resistência bacteriana.
O vereador ainda alerta para os medicamentos distribuídos em gôndolas espalhadas pelas drogarias. Vários remédios e produtos ficam a altura das crianças, com risco de uso desapercebido dos funcionários e acompanhantes. Antônio Aguiar alerta ainda para risco em caso de fácil acesso nos ambientes familiares.
      Pelo projeto, os infratores estarão sujeitos a notificação, com prazo de 30 dias para regularizarem a situação. A partir daí serão aplicadas multas e, persistindo o problema, haverá suspensão e até cassação do alvará de funcionamento.
 


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