Publicada em: 18/06/2013 - 189 visualizações

Programa “Minha Casa, Minha Vida” é debatido na Câmara Municipal

Programa “Minha Casa, Minha Vida” é debatido na Câmara Municipal (18/06/2013 00:00:00)
  • Programa “Minha Casa, Minha Vida” é debatido na Câmara Municipal
 
     Vulnerabilidade, deficiências estruturais, violência, descaso com os moradores dos conjuntos habitacionais, reequipagem dos equipamentos de segurança e fiscalização foram as principais reivindicações apresentadas pelo proponente da Audiência Pública, Jucelio Maria (PSB), na tarde desta terça-feira (18/06). “São as solicitações dos próprios moradores que apresento neste encontro, após visitar os locais”, disse o vereador, que ainda relatou que durante sua visita no Residencial Araucárias, no Bairro Sagrado Coração, as grades de passagem do entorno dos prédios foram arrancadas e os extintores de incêndio retirados pelos próprios moradores devido ao mau uso. Jucelio chamou a atenção dos responsáveis pelo programa na Caixa Econômica Federal, solicitando que seja realizada vistoria mensalmente para tentar sanar os prejuízos encontrados. 
      Outro ponto abordado durante o discurso do vereador foi sobre a UAPS da Região do Jóquei Clube que atende os moradores do Residencial do Belo I e II. De acordo com o vereador os moradores são obrigados a se adequarem ao calendário de atendimento. “Quer dizer que o morador só pode passar mal quando for o dia do atendimento, de acordo com o calendário”, denunciou. 
     O diretor-presidente da Empav, José Eduardo Araújo, disse que a situação é muito preocupante. “É preciso ter uma infraestrutura básica antes da implantação do programa, como creches, posto de saúde e escola para”, relatou. 
     O secretário de Assistência Social, Flávio Cheker informou que em breve todos os residenciais estarão recebendo equipe técnica da Secretaria para uma série de ações que melhorem a qualidade de vida dos moradores dos condomínios populares. “Vamos oferecer cursos profissionalizantes e demais serviços de direito do cidadão”, enfatizou.
      O diretor-presidente da Emcasa, Luiz Carlos dos Santos, disse que é preciso buscar soluções para os problemas. “Através da experiência inicial do programa, vamos poder sanar as deficiências. Hoje a Emcasa possui cerca de 29 mil pessoas inscritas interessadas no programa”.  
     A gerente Regional do Governo da Caixa Econômica Federal, Maria Amélia de Freitas Faria, relatou que a violência não é um problema dos residenciais e sim da cidade e ainda informou que o programa já atingiu cerca de 2630 famílias, o equivalente a 10 mil pessoas. Ela colocou a Caixa Econômica Federal à disposição dos vereadores e dos juizforanos. 
Para o Secretário de Saúde, José Laerte, a maior preocupação, além do custeio para a infraestrutura, é a manutenção dos investimentos.
     Vagner de Oliveira (PR) cobrou do poder público a infraestrutura no entorno dos residenciais. “É preciso mais investimentos. A saúde e a educação devem vir juntos com o lançamento dos residenciais”.
     Rodrigo Mattos (PSDB) lembrou que quando o governo lançou o programa a Prefeitura disponibilizou vários terrenos para adequação.
     Antônio Aguiar (PMDB) falou aos pares que recebeu uma denúncia de que haviam pessoas contempladas com o programa e estavam vendendo e alugando o imóvel. 
     Ana Rossignoli (PDT) cobrou da Caixa exigência na contratação da mão de obra que constrói as casas do programa. “Minha Casa, Minha Vida é um excelente programa, o que falta é a fiscalização”.
     O presidente da Câmara Municipal, Julio Gasparette (PMDB), afirmou que, nos próximos dias, apresentará um projeto de lei para que seja limitado em 300 o número de unidades em cada conjunto habitacional. Além disso, a infraestrutura básica, como creches e escolas, deverá estar pronta antes da entrega das moradias. “Dessa forma será garantido mais qualidade de vida ao futuro morador”, declarou.
 


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