Publicada em: 11/06/2013 - 195 visualizações

2º dia da Campanha de Enfrentamento termina com mesa debate

2º dia da Campanha de Enfrentamento termina com mesa debate (11/06/2013 00:00:00)
  •      O segundo dia de ações da “Campanha de Enfrentamento da Violência Contra o Idoso” teve início com diversas atividades realizadas no SESC e coordenadas, na parte da manhã, pela equipe do ambulatório de Geriatria do Hospital...
 
     O segundo dia de ações da “Campanha de Enfrentamento da Violência Contra o Idoso” teve início com diversas atividades realizadas no SESC e coordenadas, na parte da manhã, pela equipe do ambulatório de Geriatria do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU/UFJF). À tarde foi realizada uma mesa de debates com a presença de representantes de diferentes instituições sociais e políticas.
     Os idosos assistiram duas cenas teatrais, com integrantes do Programa de Atendimento Pró-Idoso, o ator e diretor Marcelo Jardim trouxe aos presentes dois momentos comuns ao cotidiano dos interessados, tentando demonstrar, com um pouco de humor mais ao mesmo tempo com muita preocupação, temas como a negligência de profissionais no atendimento público com os idosos e os problemas familiares que envolvem exploração financeira e agressões físicas por parte de parentes. Em seguida, aconteceu, este ano, a primeira apresentação do Coral do SESC, composto apenas por idosos maiores de 60 anos e coordenado pela instrutora de música Nirlene de Souza Neves.
     A terceira atividade do dia foi coordenada pelo Hospital Universitário da UFJF (HU-UFJF) em parceria com colaboradores. Uma Oficina de Memória foi organizada pela equipe do ambulatório de Geriatria, coordenado pela da Dra. Eliane Baião, que destacou que os exercícios realizados tem como foco direto a memória, estimulando que os idosos trabalhem com a parte fisiológica e sua capacidade cognitiva. O graduando de Psicologia Felipe Almeida explica que as atividades fazem parte de um trabalho multidisciplinar na qual os profissionais da saúde avaliam as atividades fisiológicas do idosos e profissionais da psicologia por exemplo trabalham com a percepção do idoso.
     O evento foi iniciado com uma explicação da médica Eliane Baião, que buscou informar aos idosos sobre o processo de funcionamento da memória e o porquê da importância de se exercitar mentalmente. Foram repassadas também informações sobre o que ocasiona a perda de memória por parte de alguns idosos e como trabalhar com isso. Ainda de acordo com a Dra. Eliane, a realização de trabalhos repetitivos e estimulantes é a melhor forma de desaceleração deste processo. As atividades foram acompanhadas pela equipe multidisciplinar do HU, que contou com médico, residentes, graduandos de Enfermagem, Serviço Social e Psicologia, e também colaboraram funcionários do SESC. A aposentada Helena Alves, 70 anos, contou que acha muito válida a promoção de ações como essa e que tem costume de fazer exercícios simples em casa que a ajudam a ter uma boa memória. Segundo ela, o computador auxilia muito nas atividades que ela realiza.
       A terça-feira foi marcada por ações culturais, lúdicas e a realização de uma mesa redonda sobre o combate a violência contra o idoso, o evento faz parte da programação de junho da campanha “Marcha de Enfrentamento – Juiz de Fora contra a violência ao idoso”.
     Nas atividades de expressão corporal “Sua violência, minha violência”, do Projeto Temporalidade, foram produzidas três esquetes com situações “comuns” de violência ao idoso. A mesa redonda contou com a participação de Maria da Piedade Oliveira, assistente social do CREAS/ Idoso Mulher, vereadorIsauro Calais, presidente da Comissão Permanente do Idoso da Câmara Municipal de Juiz de Fora, a Vereadora Ana do Padre; a médica Eliane Baião, Chefe do Ambulatório de Geriatria do HU/UFJF, Regina Garcia, vice-presidente do Conselho do Idoso e Terezinha Brinati, psicóloga do CREAS.
       Maria da Piedade apresentou o “Projeto Temporalidade”, que teve início em 2009 e tem como proposta o respeito ao idoso na convivência familiar e comunitária e seus objetivos são valorizar a pessoa idosa e suas experiências e promover um diálogo intergeracional através do relato das memórias dos idosos.
       De acordo com o vereador Isauro Calais Juiz de Fora é uma das cidades mais idosas do Brasil, com 14% da sua população. Ele ressaltou que a falta de paciência e respeito é o que gera a violência ao idoso. Já a Vereadora Ana do Padre Frederico defendeu a construção de mais áreas de lazer para idosos como uma iniciativa para cessar a violência contra os mesmos e disse ainda que “os idosos têm que viver no mesmo padrão que viviam quando eram jovens”.
       A geriatra Eliane Baião apresentou os projetos do Hospital Universitário/UFJF para os idosos, como o Grupo de Convivência (um encontro com idosos para discussão de prevenção de doenças e cuidados com a saúde) e a Oficina de Memória (encontros com atividades que estimulam a memória ea concentração). Ela também disse que o HU/UFJF mantém um ambulatório de Geriatria multiprofissional, onde o idoso recebe o atendimento de uma equipe que conta com médico, psicólogo, enfermeiro, nutricionista, assistente social e um profissional de educação física. Ressaltou ainda que a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado, e com isso tem que aumentar também a qualidade de vida.
       Regina Garcia criticou a sociedade que vem se tornando “neofilista”, ou seja, tem obsessão e só valoriza o novo. E aconselhou aos presentes ignorar o que os outros pensam e assumir o que são de verdade.
       Terezinha Brinoti falou do desafio e da necessidade de se adaptar a um novo papel social depois de se aposentar. Disse que é comum entrar em depressão e que o idoso se torna dependente do grupo familiar. Segundo ela, o CREAS é um grupo para os idosos que dá suporte social para aumento da autoestima, da vontade de viver e da confiança em si. Os idosos relataram violências que já sofreram e tiraram dúvidas.
       Nesta quarta-feira, acontece a Marcha, com concentração a partir das 8h em frente à Câmara Municipal echegada na Praça da Estação. 
 


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