Publicada em: 05/06/2013 - 243 visualizações
A situação dos pacientes internados nos hospitais psiquiátricos de Juiz de Fora foi tema da audiência pública desta quarta-feira (05/06) solicitada pelos vereadores Rodrigo Mattos (PSDB), Antônio Aguiar (PMDB) e Wanderson Castelar (PT). Durante as discussões o Secretário de Saúde, José Laerte, assumiu um compromisso com vereadores e autoridades presentes. “Nenhum paciente irá voltar para casa se a família não tiver condições de recebê-lo. Não queremos criar dificuldades. Vamos assisti-los e trabalhar junto à família para estreitar o afeto e melhorar as condições de vida”, declarou.
O vereador Rodrigo Mattos (PSDB) e o promotor de Justiça de Defesa da Saúde e Deficientes, Rodrigo Ferreira de Barros, sugeriram aos integrantes da Comissão de Saúde e aos parlamentares uma visita aos Hospitais psiquiátricos e Comunidades Terapêuticas para conhecerem de perto a infraestrutura e os problemas enfrentados pelos trabalhadores e pacientes.
Antônio Aguiar (PMDB) relatou que os hospitais psiquiátricos da cidade apresentam problemas. “Muitos prédios são da década de 40 e 50, e tanto os profissionais quanto os pacientes ficam em locais precários”, disse o vereador que ainda questionou sobre a atual situação da Casa de Saúde Aragão Villar e finalizou destacando a importância da participação dos familiares no processo de recuperação.
Para a representante da associação dos Familiares dos Doentes Mentais, Evanilda Oliveira de Araújo, a atenção das autoridades com relação aos hospitais é importante. Ela defende um tratamento digno para os pacientes e mais segurança para os trabalhadores desta área.
A médica e chefe do Departamento da Saúde Mental da prefeitura, Andréia da Silva Stenner, disse que o governo tem se esforçado para fazer uma política para intervir positivamente a favor dos usuários e seus familiares. “Criamos um grupo de trabalho para discutir ações conjuntas para tratar o problema enfrentado pela saúde. Não é do dia para noite que se conseguem soluções”, enfatizou.
A presidente da Associação dos Familiares dos Doentes Mentais, Irene Aparecida Vitorino, ressaltou que o Governo do Estado precisa assumir seu papel. “Não é certo misturar doente mental com viciado. O doente mental não sabe o que faz, podemos considerá-lo uma criança. Minha preocupação com a mistura são as rebeliões. Já passamos por uma experiência ruim com um traficante que estava internado no hospital psiquiátrico. O doente mental precisa ter qualidade no tratamento para que se recupere e volte para seu lar confiante”, declarou.
O Secretário Executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, fez solicitação pela rapidez no processo de construção de novos hospitais psiquiátricos e ainda revelou que há fragilidade com relação aos recursos humanos. “Precisamos de mais profissionais nesta área”. Jorge também fez um apelo ao Legislativo para que se faça uma força tarefa dando prioridade a Secretaria de Saúde com relação as Unidades Terapêuticas .
De acordo com a presidente da Comissão da Saúde Mental do Conselho Municipal de Saúde, Regina Célia de Souza, a internação compulsória de dependentes químicos está na contramão de um tratamento com sucesso. “A pessoa tem que querer o tratamento, porque se ela for internada a força saíra do tratamento e irá voltar a fazer o que fazia no passado”, disse.
O promotor Rodrigo Ferreira de Barros revelou que os hospitais psiquiátricos de Juiz de Fora são uma verdadeira afronta à dignidade do ser humano. Relatou ainda que em todos falta uma estrutura mínima, como chuveiro elétrico, água e vaso sanitário. “As duas unidades físicas que existem não comportam a atual realidade e a demanda. É até difícil relatar a quantidade de absurdos que acontecem nesses hospitais”, declarou.
João do Joaninho (DEM) parabenizou os proponentes da audiência e colocou a Câmara Municipal a disposição para ajudar a buscar soluções.
Wanderson Castelar (PT) questionou sobre o novo modelo que a prefeitura vai adotar e se todos os pacientes serão assistidos.
Chico Evangelista (PP) lembrou o atendimento da Atenção Básica. “É preciso trabalhar seriamente no primeiro contato, para que dentro de um futuro próximo se consiga melhorar a realidade dos assistidos”, falou.
Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal – PTC) disse que estamos vivendo um caos com relação às pessoas especialistas nesta área.
Aparecido Reis (Cido – PPS), Nilton Militão (PTC) e Ana Rossignolli (PDT) parabenizaram o Secretário de Saúde e afirmaram que a saúde estava precisando de uma pessoa valente para enfrentar os problemas.
Também estiveram presentes o coordenador de Projetos da Secretaria de Governo, Vanderlei Tomaz, e o representando da Deputada Federal Margarida Salomão, Rogério Freitas.
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