Publicada em: 02/05/2013 - 222 visualizações

Abuso contra trabalhadores de Call Centers é tema de Audiência Pública

Abuso contra trabalhadores de Call Centers é tema de Audiência Pública (02/05/2013 00:00:00)
  • Abuso contra trabalhadores de Call Centers é tema de Audiência Pública
 
A situação dos call centers de Juiz de Fora foi discutida na audiência pública desta quinta-feira (02/05). O encontro foi solicitado pelos vereadores Ana Rossignoli (PDT), Roberto Cupolillo (Betão-PT), André Mariano (PMDB), José Márcio (PV), Jucelio Maria (PSB) e Pardal (PTC). 

Denúncias como exploração, pressão psicológica, falta de pagamento, alimentação diferenciada foram as mais frequentes realizadas pelos jovens que lotaram a plateia do plenário da Câmara. A maioria eram trabalhadores do Grupo AlmaViva que se instalou na cidade em agosto de 2011 e atualmente possui três mil funcionários.

“Recebemos muitos denúncias. Alguns falam do período de treinamento não remunerado, outros da pressão psicológica, da rotatividade dos operadores de telemarketing. Quem está na área geralmente são os jovens, pois acreditam na oportunidade de crescimento profissional”, fala Ana Rossignoli.

Thiago Barbosa Assis, 28, trabalha na AlmaViva há um ano e cinco meses ele fala que as oportunidades são duvidosas. “A empresa não respeita as leis do país. Trabalhamos todos os domingos do mês. As metas são impossíveis de serem cumpridas. Já encontrei insetos na comida. Pessoas com escolaridade inferior são promovidas. Não entendo o critério”.

O secretário-geral do sindicato dos trabalhadores em empresas de telecomunicações, Thiago Santano, falou da necessidade de apresentar para o poder público os problemas da área. “O telemarketing oferece a muitos jovens a oportunidade do primeiro emprego, mas é importante lembrar que muitos sofrem com doenças psíquicas por sofrer tantas pressões no trabalho. Muitos jovens de 20 anos são afastados”.

O superintendente da AlmaViva, Marcelo Machado ressaltou a importância do grupo para a economia da cidade e a contribuição no emprego dos 3 mil funcionários gerando R$ 2,5 milhões mensais.

O Vereador Wanderson Castelar (PT) propôs o envio de uma cópia da audiência pública ao Ministério Público do Trabalho e a Assembleia Legislativa.

Os vereadores e a o público presente cobraram do superintendente respostas aos questionamentos. Uma representação será enviada ao Ministério Público do Trabalho para verificar as denúncias.

Betão propôs o envio de outra representação ao INSS sobre o número de pessoas afastadas por motivo psíquico que trabalharam em call centers. O vereador também irá solicitar à Prefeitura e ao Estado por meio de pedido de informação quais são as contrapartidas paras as empresas se instalarem em Juiz de Fora.

 


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