Publicada em: 13/03/2013 - 225 visualizações
“Mudar a sociedade é tarefa que passa por mudar os meios de produção, mudar o regime político, transformar as classes sociais e ter a capacidade de transformar o homem e a mulher que somos, ou seja, ter a capacidade de nos reciclarmos ao mesmo tempo em que reciclamos os materiais através do trabalho coletivo”, enfatizou a assistente social do Centro de Atenção ao Cidadão, Flávia Duarte Tavares, durante palestra sobre o Meio Ambiente e Sustentabilidade nesta quarta-feira(13/03). O mesmo encontro acontece amanhã (14/03), às 10h, para que todos os servidores possam participar, sem prejuízos nos serviços oferecidos pelos setores da Casa.
A Câmara está em processo de conscientização dos servidores para a implantação do projeto Triagem Solidária a partir do dia 25 de março. As lixeiras de cada setor serão identificadas com adesivos específicos de lixo seco e lixo úmido. A servidora do Departamento Municipal de Limpeza Urbana da Prefeitura, Luciana Loures Arioza, já havia relatado que o Demlurb implantará um sistema interno de coleta seletiva e disponibilizará o caminhão para coletar toda semana o lixo solidário.
De acordo com a presidente da Associação Municipal dos Catadores de Materiais Recicláveis e Reaproveitáveis de Juiz de Fora (Ascajuf), Maria Aparecida Souza da Silva, a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de lixo, evitar corte de árvores, diminuir as emissões de gases como metano e gás carbônico, reduzir as agressões ao solo, ar e água, entre outros tantos fatores positivos. “No aspecto econômico a reciclagem contribui para a utilização mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de reaproveitamento. No aspecto social a atividade de reciclagem se tornou uma grande fonte de geração de emprego e renda”, destacou Maria.
A presidente da Associação dos Catadores de Papel e Resíduos Sólidos de Juiz de Fora (APARES), Flávia Helena Dias da Silva, explica que a reciclagem é o processo de reaproveitamento de metais, plásticos, papéis, vidros, ou qualquer outro material inorgânico, recuperado ou transformado para aproveitamento ou novo uso. “O processo pode ser industrial ou artesanal. A reciclagem pode prolongar a vida de um material dando-lhe um novo uso. Por exemplo, uma garrafa PET pode ser transformada industrialmente em fios que mais tarde serão utilizados na confecção de roupas. A Grande parte do lixo que é gerado, no campo ou nas cidades, pode ser reciclada e voltar novamente para a cadeia de consumo e uso”.
A secretária da APARES, Jorgiana Cristina Dias Pereira, falou sobre o âmbito social. “A reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres. Aqui em Juiz de Fora existem muitos catadores que vivem da produção e venda de sucatas, papéis, papelão, latas de alumínio e outros materiais recicláveis deixados no lixo. Para muitas pessoas a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento”.
O procurador da Câmara Municipal, Nautilos Torga Junior, disse que a iniciativa é plausível. Segundo ele, além de estimular as associações que vivem da atividade, a iniciativa provoca impactos positivos ao meio ambiente. “Para que o projeto seja sucesso na Câmara é preciso que cada um contribua e faça sua parte, adotando as medidas sugeridas”, disse o procurador.
A Assistente Legislativo I e psicóloga, Gilmara Santos Mariosa, destacou a importância da conscientização. “Estamos tendo a oportunidade de dar nossa contribuição para o meio ambiente em nível local. Se cada um fizer a sua parte, construiremos uma sociedade melhor”.
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