Um grupo de trabalho formado por integrantes do Legislativo, Executivo, diretoria da Amac e servidores será formado nos próximos 60 dias para verificar a situação da entidade. A ideia surgiu em audiência pública desta quarta-feira (06/03) que debateu a situação da AMAC, assim como a manutenção dos empregos e continuidade dos serviços prestados. O encontro foi solicitado pelos vereadores Jucelio Maria (PSB) e Wanderson Castelar (PT).
“Falar da situação da Amac é falar de um embrólio. Todos sabem da qualidade dos serviços oferecidos nesses 28 anos. Hoje está sendo apontada como entidade pública e o que serão feitos dos 1.500 funcionários?”, perguntou Jucelio ao iniciar a audiência.
Maria da Penha é funcionária da Amac há 18 anos e reclamou da falta de diálogo. “Não sabemos o que se passa. Queremos informação porque trabalhamos sob pressão”.
O presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, solicitou a criação do grupo de trabalho. A solicitação, segundo o sindicalista, tem o objetivo de encontrar uma solução com comprometimento para valorizar o servidor público.
O Secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa Neto, apoiou a ideia e enfatizou a presença de um corpo jurídico para fortalecer as discussões. Figueirôa ainda lembrou a inserção da situação da Amac no plano de governo do prefeito Bruno Siqueira (PMDB).
Os salários incompatíveis, como os das professoras de creches, foram citados pelo vereador Roberto Cupolillo (PT). “Elas devem ser transferidas para a Secretaria de Educação. É inadimissível que recebam R$700”.
Antônio Aguiar (PMDB) lembrou a importância da participação dos deputados federais para a mudança na legislação. O vereador irá encaminhar uma representação ao Congresso.
O Secretário de Assistência Social, Flávio Cheker, disse que existe a elaboração de um estudo na prefeitura pelo tempo de serviço prestado e também defende o concurso público. Sobre a Amac ele falou da disposição em resolver o problema. “Hoje a Amac é a principal executora dos serviços de assistência social”.
Para o vereador Wanderson Castelar, o Judiciário tende a indicar a Amac como instituição pública trazendo consequências duras para a Prefeitura. “Imaginava que a atual administração já tivesse uma opinião mais firme sobre o caso”.