Publicada em: 20/12/2012 - 274 visualizações

UFJF entrega à Câmara Diagnóstico do Idoso

UFJF entrega à Câmara Diagnóstico do Idoso (20/12/2012 00:00:00)
  •       “Juiz de Fora carece de infraestrutura, recursos humanos e respostas sociais capazes de satisfazer a real dimensão das necessidades e anseios dos idosos”. O alerta está no Diagnóstico Socioeconômico da População Idosa de...
 
      “Juiz de Fora carece de infraestrutura, recursos humanos e respostas sociais capazes de satisfazer a real dimensão das necessidades e anseios dos idosos”. O alerta está no Diagnóstico Socioeconômico da População Idosa de Juiz de Fora realizado pelo Centro de Pesquisas Sociais da UFJF por solicitação da Comissão Especial do Idoso. O levantamento consolidado foi entregue nesta quinta-feira (20/12) pelo reitor Henrique Duque ao presidente da Comissão, vereador Isauro Calais (PMN) durante entrevista coletiva.
Calais informou que o diagnóstico integra a Carta Compromisso elaborada pela Comissão. O levantamento será encaminhado para o Executivo e contribuirá na formulação de políticas públicas voltadas para a terceira idade, o que levou José Sóter de Figueirôa (PMDB), outro vereador envolvido com os trabalhos, a considerar “o momento auspicioso para a história da Câmara Municipal”.
O fenômeno do envelhecimento da população é mundial e se faz mais presente em Juiz de Fora. Dos 516 mil habitantes da cidade, 70 mil ou 13.62% têm mais de 60 anos de idade.
      Duzentas e oitenta e duas pessoas foram entrevistadas. 39% ou 110 são homens e 61% ou 172, mulheres, todos da região urbana. O medo da violência representa um problema para 61.1%, a saúde para 58% e a solidão para 30.6%. 34.8% foram internados nos últimos 3 anos e 24.1% sofreram pelo menos uma queda nos últimos 12 meses. Foi observada ainda a feminização da população idosa, como em todo o mundo, o que é atribuído aos maiores cuidados das mulheres com a saúde, em especial com a prevenção.
      Quase metade das mulheres (48%) são viúvas. Mais de 3/5 dos homens vivem uma união estável, ou seja, estão casados ou morando com uma companheira. A família é apontada como a mais importante instituição em que viveram. Em relação a domicílios, 37.8% dos idosos e 27.7% dos casais moram com filhos e outros parentes, 14.4% dos idosos e 20.1% dos casais moram sós.
      A pesquisa revelou ainda que os idosos, mesmo os de renda mais baixa, dão mais assistência do que recebem dos familiares, e que a maioria ocupa seu tempo livre com a família (94%) e atividades religiosas (77.6 %).
Uma questão que já vinha preocupando os vereadores foi confirmada pela pesquisa. Um elevado número de idosos está endividado. 110 ou 39% estão pagando empréstimo. 41.3%, o que representa 45, reconheceram que o orçamento familiar está comprometido. A pesquisa fez referência ao assédio das financeiras às pessoas da terceira idade.
A consulta foi realizada por 35 bolsistas, sob a coordenação de Paulo Cesar Pontes Fraga, diretor do Centro de Pesquisas Sociais. O professor propôs a realização de um seminário para discussão ampla dos resultados.
Enquanto isso, a Comissão do Idoso da Câmara anuncia a continuidade dos trabalhos em defesa dos idosos, incluindo reivindicação de uma delegacia específica para atender a esse público e de uma instituição pública de longa permanência, além de incentivo à formação de cuidadores.

        Acesse aqui o diagnóstico.
 


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