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Futuro da Policlínica de Benfica é tema de audiência pública Atento a situação da saúde na Zona Norte, o vereador Wanderson Castelar (PT) propôs a realização de uma audiência pública. O debate aconteceu na tarde desta quarta-feira (04/01) e teve o objetivo de esclarecer como ficarão os serviços da Policlínica de Benfica após a abertura da UPA Norte.
“Os serviços especializados da Policlínica devem ser mantidos. Fortalecer as clínicas é de suma importância. Os funcionários estão inseguros, já que não foram informados sobre a continuidade dos trabalhos”, enfatizou Castelar.
A Zona Norte possui cerca de 130 mil habitantes. A Policlínica de Benfica, situada no principal bairro da área, realiza em média 25 mil procedimentos por mês. Funciona no local os serviços ambulatoriais, secundários, referentes a consultas agendadas e urgência.
De acordo com a prefeitura a intenção é transferir os trabalhos de urgência e emergência para a UPA Norte que terá a capacidade de atendimento de até 450 pacientes por dia. Os trabalhos na policlínica de Benfica serão enfatizados por meio da atenção básica e dos serviços especializados que devem ser aprimorados.
As obras da UPA Norte estão orçadas em cerca de 4 milhões de reais. A construção foi iniciada em setembro de 2011 e a previsão de inauguração é para julho deste ano. Apesar dos avanços para o atendimento na área da saúde, nesta região, os moradores e funcionários estão preocupados, já que ainda não foram definidos quais serviços continuarão em funcionamento na Policlínica.
Os moradores do bairro ressaltaram a importância da manutenção do espaço em Benfica e reivindicaram maior número de médicos.
Os vereadores, representantes do Sinserpu e do Conselho Municipal de Saúde se manifestaram contra a terceirização da UPA Norte e a favor da manutenção dos serviços prestados por servidores efetivados. A importância de investimentos na atenção primária foi uma das cobranças mais enfatizadas.
A secretária municipal de saúde, Maria Helena Leal Castro, advertiu que a Policlínica de Benfica não será fechada e que os funcionários são da Prefeitura e não pertencem ao local. “Estamos estudando quais os serviços especializados continuarão na Policlínica. Quando a pesquisa estiver concluída iremos conversar com os servidores para a adequação das atividades”. Sobre a atenção primária, a responsável pela pasta revelou a intenção de aprimorar as UAPS e completar todas as equipes de saúde da família.
Ao encerrar a discussão, Castelar defendeu a descentralização de serviços. “Levar atendimento à população da periferia é fundamental”. O vereador ainda comentou sobre a constituição de um movimento denominado Viva a Policlínica e sugeriu que os servidores do espaço continuem no local. |