Publicada em: 21/05/2012 - 293 visualizações
O vereador Julio Gasparette (PMDB) está disposto a propor a prorrogação por um ano da vigência da lei 11.816, de sua autoria, que proíbe a utilização de embalagens e sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais, nos industriais e nos prestadores de serviço de Juiz de Fora. O cumprimento do dispositivo está previsto a partir de 4 de agosto. Após reunião com representantes da Associação Mineira de Supermercados (Amis), nesta segunda-feira, Gasparette foi convencido a reavaliar o texto. A lei permite o uso de sacolas biodegradáveis ou oxibiodegradáveis. A Amis, entretanto, defende a cultura da reutilização. A reunião contou ainda com a presença do presidente da Câmara, Carlos Bonifácio (PRB), e do vereador Antônio Martins (Tico-Tico-PP).
A lei, sancionada em 2009, concedeu aos comerciantes três anos de prazo para se adaptarem. Nesse intervalo as discussões em torno do tema avançaram. Gasparette é pela proteção ao meio ambiente, mas argumenta a importância de uma alternativa para os empresários do setor e da preservação dos empregos que oferecem. Ele pretende dialogar com os demais vereadores para definir o melhor caminho a seguir.
O fim dos descartáveis é uma realidade em Belo Horizonte. Noventa e sete por cento da capital aderiram à legislação, implementada depois de uma ampla campanha desenvolvida em conjunto pela Prefeitura, Câmara Municipal, Procon e Associação das Donas de Casa. As poucas sacolas em uso são biodegradáveis, feitas de amido de milho.
A Amis é pela mudança de hábito, o que, além de fatores educativos, envolve a adoção de inibidores do uso do descartável. A cobrança da sacola, como acontece em BH, contribui nesse sentido, já que o repasse do valor ao consumidor o leva a dar preferência ao retornável.
Países com índice de desenvolvimento humano avançado fizeram essa opção. Segundo a Amis, a Alemanha foi um dos primeiros países a tirar os descartáveis de circulação e adotar hábitos mais saudáveis. Os aterros daquele país só recebem 0,7% de resíduos sólidos. Ainda segundo a Amir, até 2014 o Carrefour não utilizará mais descartáveis.
O gestor de Suprimentos do Supermercado Bahamas, Geraldo Reis, informou que a rede é pela redução do uso do plástico. A empresa introduziu as retornáveis há aproximadamente seis anos, sem obter lucro na venda. O repasse é feito para dez entidades assistenciais. O supermercado foi representado também por Nélson Júnior, gerente de Marketing; Geraldo Silva, assessor Jurídico, e Álvaro Pereira Filho. A Amis compareceu com o presidente Adilson Rodrigues, o gerente de Comunicação, Giovanni Peres, e Kátia Alves.
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