Publicada em: 26/04/2012 - 216 visualizações
Solicitada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Bonifácio (PRB), a audiência pública da tarde desta quinta-feira (26/04) discutiu a prevenção e os problemas causados pelo uso de drogas, especialmente o crack.
Ao abrir o debate, Carlos Bonifácio falou sobre a importância da elaboração de políticas públicas voltadas para a prevenção e tratamento. O empenho na realização de mais uma audiência sobre o tema tem o objetivo de elaborar ações para ampliar o atendimento aos dependentes químicos. Como alternativa, o vereador lançou a ideia do “Selo contra o Crack”, que irá contar com a iniciativa privada. “Muitas pessoas querem ajudar. O apoio pode ser oferecido em forma de palestras e no auxílio à internação, por exemplo. Os colaboradores receberão o Selo Contra o Crack, atestando que são empresas parceiras, que cumprem seu papel na sociedade ”.
O presidente da Casa alertou para a falta de recursos para a ampliação das comunidades terapêuticas. O governo de Minas criou o Cartão Aliança pela Vida, que custeia a internação de pessoas de famílias com renda de até dois salários mínimos. Mil famílias de Juiz de Fora e Teófilo Otoni poderiam ser beneficiadas, mas apenas nove pessoas recebem o benefício e sete aguardam vagas. Somente duas comunidades estão credenciadas e não há espaço para receber mais dependentes. “O grande problema continua sendo a falta de vagas e a falta de investimentos dos governos estadual e municipal para melhoria da infraestrutura desses estabelecimentos, que precisam de mais recurso para expansão”.
O vereador chamou atenção para os casos de violência no bairro Benfica. Para ele o combate ao uso de drogas é uma forma de evitar furtos e assassinatos.
Discursos de integrantes do programa Força Jovem embasaram ainda mais a discussão. Em Juiz de Fora mais de 800 jovens participam do trabalho de conscientização . Ederson Leão, líder do Força Jovem Central, falou do empenho em tornar os jovens participativos. “Sem nenhum tipo de apoio é difícil fazer com que os usuários abandonem o vício. Visitamos vários bairros em busca de pessoas que precisam de motivação para largar as drogas. Não existe caso perdido”.
O Chefe do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, José Eduardo Amorim, anunciou que em breve serão implantados os CAPS i, CAPS II e CAPS ad. De acordo com o responsável pelo departamento, o recurso deverá ser repassado para o Fundo Municipal de Saúde em aproximadamente 60 dias.
O proponente da audiência encerrou o debate cobrando ações concretas para erradicar o problema. “Ações integradas são fundamentais para erradicar o problema. É fundamental propostas envolvendo esporte, saúde, educação e assistência social. Além da participação das polícias e da comunidade”.
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