Publicada em: 23/04/2012 - 204 visualizações
Há 18 anos discussões sobre criar uma alternativa para o espaço em que funcionava o cinema Excelsior e o tombamento do local ganham força. Neste sentido, a Câmara realizou na tarde desta segunda-feira (23/04), por solicitação do vereador Flávio Cheker (PT), audiência pública para promover o debate.
Representantes do Movimento Salvem o Cine Excelsior fizeram discursos defendendo a manutenção do espaço como reflexo da identidade dos juizforanos e de preservação de sua história cultural. Também solicitaram transparência nas decisões.
A ideia do lugar ser transformado em estacionamento preocupa moradores do edifício. Interferências na estrutura da obra, ruídos e proximidade com ruas de tráfego intenso de veículos e pedestres foram citados.
Cheker apóia a ideia da reativação do espaço cultural. “Há possibilidade do Excelsior retomar suas atividades e ainda render lucros como atividade comercial. É fundamental a busca de uma sintonia entre o poder público e a comunidade, assim como a contribuição do Comppac”.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural é vinculado a Funalfa e é de sua competência deliberar sobre o futuro do Excelsior. Cheker destacou a responsabilidade dos conselheiros em apreciar o projeto que pede o tombamento do espaço. A medida, assim como a declaração de interesse cultural, são instrumentos legais que, como consequência, impedem qualquer tipo de intervenção que modifique a estrutura da construção.
A secretaria municipal de atividades urbanas, Graciela Marques, falou sobre o pedido para pequenas reformas no local, monitoradas pela fiscalização. “O imóvel não é tombado e o proprietário tem este direito. Os servidores da secretaria obedecem procedimentos dentro dos parâmetros legais. Atualmente a obra está paralisada aguardando a decisão do Comppac”.
O superintendente da Funalfa e também presidente do Comppac, Toninho Dutra, falou sobre a transparência e profissionalismo com o qual é realizado o processo. “Estamos analisando e iremos votar nos próximos meses. O conselho se reúne na primeira segunda-feira de cada mês. Os interessados em acompanhar estas reuniões devem se dirigir a Funalfa e solicitar autorização”.
Ao finalizar a audiência, Flávio Cheker destacou o motivo da demora nesta decisão. “Existem dois grupos na defesa da questão, os que buscam resguardar a memória, a história, a cultura, e aqueles que agem pelas forças do progresso e do capital. A definição se o Excelsior poderá ou não voltar a ser um espaço de interesse cultural será tomada pela Funalfa e Prefeitura. Nosso papel em promover a discussão está sendo cumprido”.
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