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Tribuna Livre discute terceirização de serviços laboratoriais O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Cosme Nogueira, ocupou a Tribuna Livre nesta terça-feira (14/02) para denunciar a intenção da Prefeitura de transferir os serviços prestados pelo Laboratório de Análises Clínicas para a Acispes. A alegação é de economia para os cofres públicos e mais agilidade no atendimento aos usuários. A proposta será, agora, avaliada pelo Conselho Municipal de Saúde. Para fortalecer os trabalhadores, o Sindicato buscou apoio da Câmara Municipal.
O Departamento de Análises Clínicas foi criado nos anos 90. É integrado pelo Laboratório Central (Lacen) com 37 servidores que realizam 60 mil exames ao mês, com entrega entre dois e cinco dias. Também abrange uma unidade do Hospital de Pronto Socorro (HPS), que funciona com 22 profissionais, produzindo 28 mil exames mensais, com resultados entre 20 minutos e uma hora. Entre os funcionários, há 34 efetivos e 25 municipalizados.
Outros números chamaram a atenção dos vereadores. O presidente do Sinserpu informou que juntos o HPS e o Lacen produziram, em 2011, 983 mil 342 exames, ao custo de R$ 3 milhões 52 mil pela tabela do SUS. Os laboratórios privados que prestam serviços ao município foram responsáveis, no mesmo período, por 266 mil exames, ao custo de R$ 2 milhões 125 mil.
O setor, segundo ele, vem sofrendo com o assédio dos terceirizados e uma política de sucateamento, refletida na dificuldade de obtenção de matéria prima – reagentes. Conta com boa infraestrutura, mas necessita de investimentos em informática e aumento do número de funcionários na administração. Com essas correções, “pode competir com laboratórios privados,” ressaltou.
Diversos vereadores manifestaram-se a favor dos servidores. José Laerte (PSDB) adiantou que a Comissão de Saúde da Câmara, da qual é integrante, acompanha de perto a questão. Em reunião com a secretária Maria Helena Leal Castro, ela argumentou serem necessários investimentos altos no serviço de laboratório e que se houver terceirização, ocorrerá sem prejuízo dos servidores. A eles será concedido o direito de optar pela unidade na qual desejam atuar.
José Laerte constatou a necessidade de investimento em pessoal para digitação dos resultados dos exames e de um software atualizado. O vereador tem conhecimento de que o assunto será abordado no Conselho Municipal e reafirmou que a Comissão de Saúde está atenta.
A Tribuna Livre também foi ocupada por Milton Leite Bandeira, da ASSDAK, que abordou a realização do Fórum Popular Cultural.
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