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Gasparette cobra viabilização de Contorno ferroviário Após ter sido remarcada por duas vezes para garantir o comparecimento de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), aconteceu na tarde desta terça-feira (14/02) a audiência pública para a discussão do impacto dos investimentos da MRS Logística e do volume de transporte no cotidiano de Juiz de Fora. A reunião foi solicitada pelo vereador Julio Gasparette (PMDB), que desde o início da legislatura se empenha em tornar realidade o contorno ferroviário em Juiz de Fora. O projeto tem a intenção de retirar os trilhos do centro urbano, remanejando-os para as margens do Rio do Peixe, desenvolvendo também o entorno das cidades.
“O transporte de carga vai aumentar, os trens irão passar com mais frequência e o trânsito se transformará em caos. Sou a favor do desenvolvimento econômico e para o sucesso deste e de outros projetos é fundamental a integração dos governos Federal, Estadual e Municipal. Acho que falta interesse político para o progresso da cidade”, enfatizou Gasparette.
O vereador e representantes do Executivo, da MRS e da ANTT lamentaram a ausência de esclarecimentos do DNIT e ressaltaram que mesmo sem a execução do contorno ferroviário, outras obras devem ser realizadas para amenizar o problema.
Vereadores e moradores de Juiz de Fora também falaram sobre a falta de segurança em alguns trechos da linha férrea e a necessidade de investimentos.
Sérgio Carrato, gerente geral da MRS Logística, anunciou a inauguração do Centro de Controle Operacional em março deste ano, o que irá trazer mais segurança tanto para pedestre quanto para o maquinista. Sobre o contorno, o gerente da empresa concordou com Gasparette. “A obra é relevante, mas precisamos de interesse dos governos”. Carrato
lembrou que a MRS possui 1400 empregados que contribuem para o desenvolvimento da cidade e região.
Na mesma linha o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Estratégico, André Zuchi, explicou as questões que envolvem o Contorno Ferroviário, tanto econômica quanto historicamente. A obra é tão cara quanto importante. Para sua viabilização, é primordial união de forças políticas.
Em tom de desabafo, Julio Gasparette encerrou a audiência. “Acho que os representantes do DNIT não sabem o que representa Juiz de Fora. É vergonhoso não termos um posicionamento sobre o projeto”.
O vereador ressaltou a importância das obras alternativas, como a construção dos viadutos e das trincheiras, e solicitou o agendamento de uma reunião pela Comissão de Urbanismo do Legislativo com representantes do DNIT, MRS e do Executivo para discussão do que realmente será viabilizado. |