Publicada em: 08/02/2012 - 206 visualizações

Vereadores propõem integração em prol do meio ambiente

Vereadores propõem integração em prol do meio ambiente (08/02/2012 00:00:00)
 

Vereadores propõem integração em prol do meio ambiente

       A audiência pública da tarde desta quarta-feira (08/02) trouxe para debate a destinação inadequada do lixo. Com a instalação de uma unidade de tratamento e disposição final de lixo a quatro quilômetros da represa de Chapeu D’Uvas e de uma usina de incineração de resíduos hospitalar em Simão Pereira, uma polêmica ganhou destaque: os reflexos no meio ambiente para toda região.
       Após denúncias feitas em dezembro do último ano, por meio da Tribuna Livre, os vereadores se uniram para debater o tema. A audiência foi solicitada pelo vereador Roberto Cupolillo - (Betão-PT).
       “Reconhecer Juiz de Fora como região metropolitana e integrar lideranças das cidades é fundamental, já que questões ambientais não possuem fronteiras”, enfatizou Betão.
       Estudiosos da Universidade Federal de Juiz de Fora apresentaram os riscos dos empreendimentos e da forma como foram concedidas as licenças pelos órgãos competentes. Os professores destacaram que o processo de incineração é de alto custo e de difícil monitoramento. Efeitos prejudiciais à saúde, a devastação do solo e de bacias hidrográficas são algumas das consequências dessas instalações inadequadas. As explanações ganharam força com a fala do engenheiro Paulo Afonso Junior, representante da Cesama.
       “Os locais para os empreendimentos não obedecem normas referentes ao meio ambiente. A área em Ewbanck é inadequada. Fica situada no topo de um morro, a distância das coleções hídricas são inferiores as estabelecidas, além de ficar situada próxima a BR 040”, relatou o coordenador do curso de análise ambiental da UFJF, Cézar Barra.
       Os vereadores Gilson Lyrio, de Simão Pereira, e Aparecida Ribeiro, de Ewbanck da Câmara, falaram sobre a falta de estudo ambiental e da ausência de diálogo com a população sobre os riscos destes empreendimentos.
       O desconforto e preocupação com o transporte do lixo em caminhões foi outro ponto apontado na reunião.
       Segundo a engenheira do Demlurb, Gisele Pereira, Juiz de Fora produz sete toneladas diárias de resíduo hospitalar que são depositados juntamente com o lixo domiciliar no aterro sanitário.
       Os vereadores de Juiz de Fora propuseram a integração entre especialistas e legisladores dos três municípios para trabalharem no impedimento da instalação destes empreendimentos.

 


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