Publicada em: 31/08/2011 - 250 visualizações

Projetos defenderão GPS e Câmeras nos táxis a custo zero

Projetos defenderão GPS e Câmeras nos táxis a custo zero (31/08/2011 00:00:00)
 

Projetos defenderão GPS e Câmeras nos táxis a custo zero

       A tecnologia vai se transformar na principal arma dos taxistas contra os assaltos. Câmeras, sistema GPS e bigorrilho serão utilizados na prevenção e, se necessário, na repressão. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, em reunião na Settra com a participação de representantes dos trabalhadores, polícias Civil e Militar e do vereador Isauro Calais (PMN), que coordena o movimento em defesa da categoria. O vereador se encarregará da apresentação dos projetos de lei prevendo o uso dos dispositivos, enquanto a Secretaria de Transportes, das adaptações nos decretos que tratam de segurança.
        A utilização do bigorrilho, dispositivo luminoso na cor vermelha, a ser acionado em caso de risco, é autorizado por decreto. A intenção é torná-lo obrigatório. A sua eficiência e baixo custo (em torno de R$ 30) foram reconhecidos pelo presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes da Silva, e o da Associação, Luiz Gonzaga. O uso acontecerá até que outros procedimentos mais avançados possam ser implantados.
        Projetos de lei para utilização do GPS e câmeras serão apresentados por Isauro Calais. Os participantes da reunião tomaram conhecimento do programa Táxi Seguro, desenvolvido pela Aprimorar Desenvolvimento, empresa vinculada ao Critt da UFJF, para segurança dos taxistas. Uma cópia foi entregue ao secretário de Transportes, Márcio Bastos.
        O funcionamento se dá de forma escalonada. O motorista aciona um botão instalado no interior do veículo, que alerta uma central por aviso sonoro. A localização do carro é exibida, assim como fotos das câmeras internas. O deslocamento do veículo é acompanhado em tempo real. Cada carro pode ter até cinco botões, um no volante, outro no porta malas, e os demais em pontos acessíveis e só do seu conhecimento. A possibilidade de integração desse sistema com a Settra ou com o a Polícia Militar será avaliada. O tempo necessário para a disponibilização para toda a frota é calculado em dois anos.
        Devido ao alcance do controle, a Settra terá acesso, por exemplo, a quantos táxis estão circulando em um determinado momento. “A prevenção será potencializada”, afirmou o capitão Mário César Polidoro, da 3ª Companhia de Missões Especiais, ao ser informado sobre a identificação de áreas, dias e horários de maior risco.
        A ideia é disponibilizar o GPS e as câmeras a custo zero para os taxistas. Para isso, Marcelo Américo Barezzo, da Mídia T, sugeriu subsídios por meio de publicidade. Telas com sete polegadas seriam instaladas no encosto do banco dianteiro, divulgando empresas e serviços. Sem esse expediente, cada taxista teria que desembolsar R$ 2.500 para implantação, mais R$ 100 mensais destinados ao monitoramento. A Polícia Civil foi representada na reunião pela delegada Cristiane Maciel.

 


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