“Meu nome é trabalho. Meu sobrenome, hora-extra.” Assim se define a única mulher eleita para a legislatura 2009-2012: Ana do Padre Frederico, do PDT, eleita com 1.792 votos.
De batismo, Ana das Graças Côrtes Rossignoli é a caçula dos onze filhos do casal Amadeu Rossignoli e Arinda Côrtes Rossignoli. Natural de Mar de Espanha, chegou a Juiz de Fora aos nove anos com os irmãos Jair e Maria dos Anjos. Na bagagem, uma missão e um sonho: estudar e vencer na vida. Incentivada pela mãe (o pai acabara de morrer nessa época), que sempre fez questão de que seus filhos freqüentassem a escola, Ana se dedicou aos estudos. Mais do que isso, apaixonou-se e fez da educação a sua vida.
Formada em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora e pós-graduada em Educação pela Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro, Ana iniciou sua carreira em 1967, na Escola Estadual Hermenegildo Vilaça, no bairro Grama. Dez anos depois, ingressava na instituição que lhe renderia a própria identidade: a Escola Estadual Padre Frederico Vienken S.V.D., no Bonfim.
Nos primeiros anos, Ana do Padre Frederico lecionava para os alunos de primeira a quarta série. A partir de 92, pela dedicação, dinamismo, solidariedade e perseverança em resolver problemas, foi eleita diretora, cargo que ocupa até hoje depois de cinco eleições consecutivas.
Tanta popularidade não foi por acaso. Hoje, a escola, que funciona no Bonfim, é referência para a região. Os 1389 alunos, do primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do médio, têm educação diferenciada. Ana conta que, durante todos esses anos à frente da direção, conseguiu implantar e implementar diversos projetos, entre eles, o laboratório de informática, que propicia a inclusão digital dos estudantes, e o ensino em tempo integral, que hoje atende a 150 alunos. Eles ficam na escola o dia todo. Num horário, freqüentam o ensino regular, no outro, têm oficinas de esporte, artesanato, dança, além do reforço escolar e três refeições diárias. A experiência, segundo a diretora, tem se mostrado positiva, reduzindo a agressividade, melhorando o relacionamento social e aumentando o interesse pela escola.
Interesse que não vem só dos alunos. Na direção da escola, em parceria com várias entidades, Ana conseguiu agregar a comunidade adjacente. O trabalho foi desenvolvido de duas formas: através de oficinas de artesanato, confecção de bijuterias e corte e costura e do fornecimento de merenda para várias crianças e adolescentes.
No seu novo desafio como vereadora, Ana do Padre Frederico pretende ampliar sua atuação. Diz que não vai se afastar da escola, onde educou os próprios filhos Júlio César e Paulo César, mas vai trazer para o Palácio Barbosa Lima toda experiência para a defesa de projetos na área da educação, esporte, cultura e lazer.
Antônio Martins
Um homem simples, religioso, comerciante, participante de atividades comunitárias. Assim é Antônio Martins, Tico-Tico (PP), eleito para o seu primeiro mandato com 2788 votos. Consciente do seu papel na Câmara Municipal, Tico-Tico se compromete a fiscalizar o Executivo e elaborar leis que favoreçam o desenvolvimento de Juiz de Fora, em especial do setor de educação. O vereador, entretanto, não esconde que dará prioridade para a região Nordeste, referindo-se à área compreendida entre Santa Terezinha e Filgueiras. “Quero me organizar. Fazer levantamentos em cada comunidade. Acompanhá-las de perto. Ouvir lideranças, escolas, Igrejas, enfim, estar em sintonia com os movimentos organizados da sociedade,” disse.
Nascido em Maripá de Minas, Tico-Tico, 58 anos, é de uma família humilde. Seus pais eram lavradores e para chegar à escola mais próxima ele e seus oito irmãos eram obrigados a caminhar 9 km.
O apelido, ele ganhou na adolescência. A vasta cabeleira envolta em brilhantina formava um topete, levando os conhecidos a associá-lo ao pássaro. O que no início o incomodou, mais tarde facilitou a sua identificação pela comunidade.
Tico-Tico começou a trabalhar muito cedo, sempre no comércio. O seu primeiro emprego, aos 15 anos, foi em uma padaria na sua cidade natal. Depois foi para Bicas, onde tornou-se funcionário em outra padaria. O mesmo caminho foi seguido em Juiz de Fora, onde chegou em 1968. Aqui, ele foi balconista em várias casas comerciais - Casa Boa Esperança e Mister Lanche, no Centro; Bar do Luís, na Avenida 7 de Setembro – até ter seu próprio bar em Nossa Senhora das Graças, onde se encontra há 34 anos.
No bairro, passou a fazer o que mais gosta: o trabalho comunitário. Foi membro da Sociedade Pró-Melhoramentos e conselheiro de Saúde. Essa experiência consolidou a sua forma de fazer política, que prioriza o contato direto com a população, através de visitas de casa em casa.
A preocupação com os jovens, principalmente entre 14 e 18 anos, o levou a preparar muitos para o comércio. Hoje, Tico-Tico sente-se contemplado ao vê-los com suas famílias, em casas próprias, exercendo profissões dignas.
Tico-Tico tem um único filho, Dílson Amadém Neves Martins, 22 anos, cadete da Academia Militar de Agulhas Negras (AMAN), em Resende, Rio de Janeiro.
Bruno de Freitas Siqueira
“Estou entre aqueles que crêem em uma Juiz de Fora melhor, entre os que lutam por melhorias na qualidade de vida, através da geração de empregos e responsabilidade social”. Assim se posiciona o vereador Bruno de Freitas Siqueira (PMDB) que se mantém alerta no papel de fiscalizador do Executivo e responde aos anseios da comunidade através de projetos de lei. Bruno tornou-se o vereador mais votado da história de Juiz de Fora ao conquistar 6.483 votos, dando início ao seu terceiro mandato.
O trabalho do vereador ganhou grande repercussão em 2008, quando foi eleito relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formada na Câmara Municipal para investigar a liberação irregular do Fundo de Participação dos Municípios – com suspeita de desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito do prefeito Alberto Bejani. As apurações foram desenvolvidas em 30 reuniões, através de levantamento de documentos, 13 depoimentos e viagens a Belo Horizonte e Brasília em busca de dados. Ao final, A CPI opinou pelo pelo indiciamento de Bejani.
A moralização da administração pública sempre foi buscada por Bruno Siqueira. Outro exemplo está na proposta de emenda à Lei Orgânica que condiciona a posse e o exercício das funções de prefeito, vice-prefeito e secretários municipais à declaração dos bens de seu patrimônio privado.
Também os pedidos de informação foram um instrumento nessa busca. Ele usou do expediente, por exemplo, para saber sobre gastos da Prefeitura com publicidade, o contrato firmado “com qualquer instituição financeira para pagamento do 13º salário dos servidores municipais em 2007” e para buscar dados sobre o contrato da Prefeitura com o grupo SIM – Instituto de Gestão Fiscal. A mesma atenção foi dada ao contrato firmado para a dragagem do Rio Paraibuna.
Outra tema, em particular, que mobilizou Bruno Siqueira foi o aterro sanitário. Desde o início da legislatura passada, ele questionou o contrato firmado entre a Administração Municipal e a firma responsável pelas obras, sem licitação. O vereador não aceitou o estado de emergência como justificativa para esse procedimento.
A preservação da qualidade de vida da população foi valorizada no projeto que considera zona exclusivamente residencial 14 loteamentos, entre os quais Bosque do Imperador e Colinas do Imperador. Isso significa que nessa área será impedida a construção de prédios ou habitações coletivas, qualquer comércio ou indústria.
Valorizar a vida também significa preservar o patrimônio público. Por isso, Bruno Siqueira tornou-se autor da lei que proíbe a colagem de cartazes nos postes, nos tapumes de obras pintadas com a logomarca da construtora, prédios públicos e muros.
A preservação da qualidade de vida foi enfocada, mais uma vez, ao se posicionar contra a inclusão da Curva do Lacet entre as áreas listadas para venda, visando a arrecadação de recursos pela Administração Bejani para a construção do Hospital da Zona Norte. O vereador ressaltou o papel social da área, usada para a prática de esportes por moradores da periferia.
O crescimento da cidade foi a tônica de Bruno Siqueira ao contestar argumentos usados para impedir a chegada da telefonia celular ao Centro de Convenções Regional da Zona da Mata-Expominas. Bruno elaborou a lei e a Câmara aprovou, por unanimidade, a instalação de estações de telecomunicações e de telecomunicação de telefonia celular naquele espaço, acabando com o impasse.
Atento ao avanço da dengue no município, o vereador deu a sua contribuição com a lei que obriga as floriculturas a adotarem procedimentos no combate à doença. Para que a sociedade seja mantida alerta, ele ainda propôs a instituição do 5 de março como Dia Municipal de Combate à Dengue. Em defesa do meio ambiente ainda surgiu o projeto que obriga as empresas fabricantes de pneus, as que fazem recapagem, as borracharias a recolher periodicamente as carcaças e câmaras e mantê-las armazenadas em local coberto e seco até a sua destinação final.
A segurança, desta vez no trânsito, também mobilizou o vereador. O grande número de acidentes envolvendo motos, o levou a propor que as empresas de entregas expressas afixem seu nome e telefone na traseira dos veículos.
O juizforano Bruno Siqueira, 33 anos, é formado em Engenharia Civil pela UFJF, e pós-graduado em Engenharia Econômica pela Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte. Ele é casado com Daniele Camacho Siqueira.
Carlos Cesar Bonifácio
“A legislatura 2005-2008 foi muito produtiva. Aprovamos projetos de grande importância para a cidade, como a criação da guarda municipal”. A avaliação é do vereador Pastor Carlos (PRB) que faz um balanço positivo do seu primeiro mandato e se diz preparado para o segundo, legitimado nos 3346 votos que recebeu nas urnas.
A satisfação com o resultado positivo não o impede de afirmar que “sempre se quer mais, pois a população merece”. Na função de legislador, ele entendeu que há necessidade de toda uma tramitação para ver uma proposta ser viabilizada. “Às vezes é preciso esperar. É necessário ter persistência para se alcançar algum objetivo.” E esse exercício é feito com desenvoltura por ele.
Como vereador-pastor, ele atuou para que os evangélicos tenham o seu espaço respeitado na cidade. Assim, conseguiu incluir a Feira Gospel no calendário oficial do município, a ser realizada anualmente após a Feira Agropecuária. Além disso, todo evento gospel, sem conotação de culto, passou a ser reconhecido como cultural. Isso se aplica a música, a dança, ao teatro, ao esporte e ao lazer.
O grande número de acidentes de trânsito levou Pastor Carlos a propor o aumento da divulgação do Seguro Obrigatório de Danos Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) no município. Esse expediente foi criado pela Lei 6.194, de 1974, para amparar vítimas em todo o país e muitos não conhecem seus direitos.
A lei determina a afixação de cartazes ou placas com orientações sobre a indenização em hospitais, postos, ambulatórios, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde públicos, privados e funerárias.
Pastor Carlos detectou a necessidade de aumento da divulgação também do disque-denúncia das Polícia Civil e Militar, da Ouvidoria da Polícia e do Disque Direitos Humanos. E encontrou uma forma simples e prática de fazê-lo através da colocação dos números telefônicos nos carnês do IPTU e na conta mensal de água e esgoto - Cesama. Assim, qualquer pessoa que necessite, tem o contato imediatamente, conseguindo auxílio rápido.
A divulgação volta a ser tema para Pastor Carlos no projeto no qual lembra a não obrigatoriedade do pagamento da taxa de serviços de 10% nos bares, restaurantes e similares de Juiz de Fora. Mais uma vez, o vereador defende a afixação de informativo em local visível com os dados. Eles ainda seriam anexados nas publicidades dos estabelecimentos e cardápios sobre as mesas.
A boa conduta é defendida por ele seja na Igreja, na sua vida particular e pública. Por isso, recebeu como uma missão a desempenhar a escolha de seu nome como um dos integrantes da Comissão Processante formada na Câmara Municipal para instruir o processo de cassação do mandato parlamentar do Vereador Vicente de Paula Oliveira (Vicentão-PTB) pela prática de infrações atentatórias à ética e ao decoro parlamentar.
Pastor Carlos, 42 anos, casado com Eliane, nasceu em Monte Carmelo, Minas Gerais. O seu ingresso na Igreja Universal do Reino de Deus ocorreu em 1990. Ele enfatiza o trabalho de resgate dos carentes e necessitados pelos obreiros da instituição, todos homenageados com Moção de Aplauso de sua autoria.
Flávio Procópio Cheker
A elevação dos direitos econômicos, sociais e culturais à categoria de direitos humanos, dando uma nova dimensão a esse campo, sempre norteou o trabalho do vereador Flávio Cheker (PT), reeleito para o quinto mandato consecutivo com 3.006 votos. Isso tem significado trabalho em uma ampla área, englobando educação, segurança pública, habitação, geração de emprego e renda mínima, saúde e assistência social, através de projetos de lei e intervenções junto a autoridades constituídas nos âmbitos municipal, estadual e federal. O vereador deu continuidade à prática de atuar em conjunto com a sociedade civil organizada, apostando na força da mobilização popular.
O exercício de um mandato participativo, atento aos diversos aspectos da cidade, buscando a sua humanização e com ênfase na preservação e melhoria da qualidade de vida da população tem sido uma constante em seu trabalho.
Cheker sempre procurou zelar pela imagem do Poder Público, sendo, no entanto, um crítico agudo das instituições, sobretudo a Câmara Municipal e a Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. Ele presidiu a Comissão Especial de Ética para apurar denúncias contra o ex-presidente da Casa pela prática de infrações atentatórias à ética e ao decoro parlamentar. Assinou o parecer final sob a forma de decreto legislativo, que recomendou a sanção máxima: a cassação, além da continuidade do processo através da constituição da Comissão Processante.
Sempre presente nas comunidades, acompanha as reivindicações da população e denuncia a falta de infra-estrutura básica nos bairros da cidade. Atua como parlamentar atento, criando leis de grande interesse e alcance social, como a que cria o Serviço Municipal de Arquitetura e Engenharia Pública; o PROBAC, Programa Banco de Materiais Básicos de Construção para população de baixa renda e a que concede prioridade às famílias com moradias em áreas de risco.
É autor da lei que criou a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara, e defende a implantação do Sistema APAC - Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, como uma nova estrutura do sistema carcerário, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena.
Está à frente de movimentos sociais que assegurem a geração de emprego e renda. Entre eles, destaca-se a coordenação do processo que outorgou a permissão de uso da Usina de Reciclagem de Lixo para a Associação Municipal dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis de Juiz de Fora (Ascajuf).
Defensor do parto humanizado e do direito das mulheres à escolha sobre a forma de dar a luz, contribuiu para o movimento em defesa da Casa de Parto da UFJF, buscando soluções junto ao Ministério da Saúde e autoridades locais.
Flávio Cheker, 50 anos, é professor do ensino médio e superior, Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal Fluminense e tem cursado disciplinas do Doutorado em Letras pela UFJF. Natural de Rio Novo, é casado com Sandra, com quem tem os filhos Yuri e Iano.
Francisco de Assis Evangelista
A saúde ganha um grande aliado com a chegada de Francisco de Assis Evangelista (Chico Evangelista) à Câmara Municipal. O representante do PP nasceu em Santa Bárbara do Monte Verde, mas sua vida foi construída em Juiz de Fora. Aqui ele formou sua família e definiu sua profissão, ficando conhecido por seu trabalho no PAM-Marechal, antigo prédio do INSS, no setor conhecido como TFD (Tratamento Fora do Domicílio) do SUS. O bom atendimento que prestou criou, ao longo do tempo, empatia com os usuários, tornando-o uma referência em qualidade na assistência.
A conquista do primeiro mandato, com 2.729 votos, Chico Evangelista atribui ao sentimento de renovação dos juizforanos e à sua atuação no Partido Progressista. Ele se posiciona como um dos homens de frente da agremiação, contribuindo para que se consolide na cidade.
No bairro Cerâmica, onde reside desde os 11 anos, montou uma loja e se integrou a entidades representativas da comunidade. Ele preside a SPM, hoje Associação dos Moradores, desde 2000 e, de imediato, se coloca como um defensor das necessidades da região.
Como vereador, quer desenvolver um trabalho para a cidade focado na área de saúde, bem como fazer ingerências pela construção do hospital da Zona Norte, melhoria do atendimento no PAM Marechal e nas UBSs.
O vereador tem 51 anos. Filho de João Evangelista Delgado e Maria Mendes Delgado, pertence a uma família de oito irmãos. Ele é casado com Cristina Maria Thomacelli com quem tem dois filhos: Charlles, 23 anos, e Thalles, 25 anos.
Isauro José de Calais Filho
A preservação dos bens municipais, do patrimônio cultural, do meio ambiente, a defesa dos setores carentes da sociedade, da ética e da transparência. Esses temas formam o eixo do trabalho de Isauro Calais (PMN), que inicia o seu quarto mandato após obter 4.076 votos nas urnas. O vereador procura se manter alerta aos anseios da comunidade e atua de forma a atendê-los. Isauro entende ser esse seu papel, uma vez eleito representante legítimo dos juizforanos.
A responsabilidade do vereador pôde ser comprovada ao ser conduzido à presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), formada na Câmara Municipal para investigar a liberação irregular do Fundo de Participação dos Municípios – com suspeita de desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito do prefeito Alberto Bejani. O então prefeito acabou sendo indiciado pela Comissão.
Atento a todos os fatos que possam interferir direta ou indiretamente na vida da população, Isauro Calais agiu assim que surgiu a especulação em torno de um presídio federal em Juiz de Fora. Convencido de que a obra prejudicaria a cidade, comprometendo a sua segurança, o vereador elaborou a lei, já em vigor, atrelando a instalação da unidade prisional à aprovação por 2/3 da Câmara Municipal e posterior aval por referendo popular, convocado por decreto legislativo. A medida excluiu definitivamente a instalação desse projeto em Juiz de Fora.
Questões sociais também mobilizaram Isauro Calais. Através de lei, de sua autoria, os deficientes visuais conseguiram avanços na acessibilidade. Eles ganharam o direito de ser acompanhados por cães-guia nos prédios da administração pública, colégios, locais de prática de esportes, salas de espetáculo, estabelecimentos de saúde, comércio, hotéis, pensões e similares e áreas de serviços abertas ao público. “Trata-se de um grande avanço para esse setor, que enfrenta sérias dificuldades no dia-a-dia. Cabe a nós, como representantes legítimos do povo, tomar iniciativas que melhorem a situação,” disse.
Os portadores de Anemia Falciforme formam outro grupo que mereceu atenção especial de Isauro Calais. Junto com outros vereadores, ele se tornou autor da lei que possibilita o transporte dos pacientes em tratamento.
Entre as dezenas de leis criadas por sua iniciativa, duas ganharam grande repercussão junto à comunidade. Uma delas foi a que determinou a comercialização de pão de sal francês a peso. A medida, posteriormente adotada em nível nacional, significou redução significativa no bolso do consumidor. A lei que determinou a coleta seletiva de baterias usadas nos telefones celulares, no momento em que forem dispensadas pelos usuários, repercutiu, por outro lado, na preservação do meio ambiente.
O futuro da cidade foi defendido pelo vereador novamente no momento em que apresentou projeto de lei atrelando qualquer proposta de privatização da coleta de lixo pelo Demlurb a aprovação por 2/3 da Câmara e consulta popular. Mais uma vez o resultado foi o afastamento total dessa possibilidade.
Através da Câmara, Isauro Calais protagonizou vários fatos inéditos na história política do município. Presidiu o Legislativo por quatro anos consecutivos, entre 2001 e 2004, período no qual economizou e devolveu aos cofres municipais R$ 6,5 milhões. Ainda ocupou o cargo de prefeito interino entre 20 de janeiro e 5 de fevereiro de 2004, tornando-se o primeiro vereador no exercício da presidência, desde 1930, a desempenhar a função. O reconhecimento por sua atuação sempre veio através das urnas. Candidato a deputado estadual, em 2006, pelo PMN, ele conquistou 21.002 votos e a segunda suplência do partido.
Natural de Mirai, Minas Gerais, 47 anos, Isauro Calais é casado com a advogada Norma Afonso. Tem três filhos: Júlia, 16 anos, Bernardo, 8, e Lucas, 7 anos. Antes de se tornar vereador, ele foi secretário executivo do Procon e presidente da SPM do Progresso. Advogado, atuando na Defensoria Pública há mais de 20 anos, tomou conhecimento das dificuldades enfrentadas pela categoria devido aos baixos salários e precárias condições de trabalho e a mobilizou em defesa de melhorias.
João Evangelista de Almeida
Ao iniciar o seu segundo mandato, conferido pelos 3.547 votos que reuniu nas urnas e o tornaram o quinto eleito mais votado na cidade, o vereador João Evangelista de Almeida (João do Joaninho-DEM) se sente amadurecido para contribuir ainda mais com Juiz de Fora. A primeira legislatura, entre 2005-2008, foi para o vereador um período de aprendizado permanente que resultou num somatório de conhecimentos.
João do Joaninho privilegia o contato pessoal com a população. A zona rural sempre teve atenção especial do vereador, sensível às dificuldades de produção e transporte enfrentadas pelo homem do campo. As visitas a bairros das várias regiões da cidade são freqüentes, o que dá a ele uma visão dos problemas de infra-estrutura.
A constatação é seguida do encaminhamento das reivindicações ao Executivo. São comuns as solicitações de João do Joaninho para a saúde e a educação, de onde vieram reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e avanços, como a construção de escolas municipais e a implantação das primeiras escolas em tempo integral em Torreões, Marilândia e Caiçaras.
Na Câmara, ele integrou a Comissão de Urbanismo, Transporte, Trânsito e Meio Ambiente e conseguiu aprovar projetos de interesse público como o que autorizou o Executivo a implantar o serviço de pronto atendimento odontológico a pacientes com necessidades especiais nas unidades de saúde do município, integrantes do SUS, que disponham de equipamento hospitalar.
O social é tratado pelo vereador como prioridade absoluta. Isso é demonstrado no trabalho junto a um deputado estadual para assegurar recursos para a Asconcer, Lar de Laura, reforma, cobertura e quadra da Escola Municipal Cosette de Alencar. A linha adotada também fica clara no alerta que faz sobre problemas como o pequeno número de ônibus adaptados e carros de apoio para deficientes físicos e pacientes em tratamento.
O vereador dá a sua contribuição através do centro de ação social João do Joaninho que dispõe de veículos para atendimento a pessoas com problemas de saúde e apóia eventos realizados por Igrejas, escolas, além de comemorações populares, a exemplo das Festas do Cavalo e torneios
As audiências públicas foram um dos instrumentos disponíveis na Câmara do qual sempre fez uso para discussões de temas que afligem a população, como os verificados durante a construção da hidrelétrica de Picada. O vereador presidiu a comissão formada na Câmara para acompanhar os reflexos da obra.
Ainda no papel de fiscalizador, João do Joaninho cobrou providências quanto ao comportamento dos responsáveis por caçambas, que estavam despejando restos de construção em locais proibidos. Suas intervenções fizeram com que o despejo voltasse para o aterro sanitário, preservando as condições de vida da população. Ele também esteve à frente de vários outros projetos.
Muito antes de as autoridades nacionais mostrarem-se atentas aos problemas com motoboys, ele tinha iniciativas direcionadas a essa categoria. João do Joaninho defendeu a regulamentação do transporte remunerado de pequenas cargas, mais conhecido como moto-entrega, insistindo no credenciamento dos motociclistas junto à Gettran.
João do Joaninho tem 43 anos. Nascido em Juiz de Fora – Torreões – é formado em Eletrotécnica pelo Colégio Pio XII e empresário da construção civil e do setor de automóveis. Casado com Ana Cláudia, é pai de Diogo, 16 anos, e Leandro, 12.
José Emanuel Esteves de Oliveira
José Emanuel Esteves de Oliveira, 54 anos, inicia o seu segundo mandato consolidado nos 2.535 votos que recebeu das urnas. O aposentado da Cemig, dirigente do Sindicato dos Eletricitários de Juiz de Fora, atribui a confiança que o eleitorado lhe conferiu ao trabalho desenvolvido e humildade que sempre caracterizou suas ações.
José Emanuel (PSC) conseguiu avanços através de leis. Uma delas era há muito esperada pelos profissionais do ensino. Trata-se da proibição do uso de quadros de giz a base de óxido de cálcio em todas as escolas do sistema municipal de ensino. Os antigos quadros serão substituídos por equipamentos que cumpram a mesma função e não contenham substâncias alérgicas que comprometam a saúde do professor. Ressaltando o alcance e importância da lei, José Emanuel informa que entra em vigor em 1º de janeiro de 2009.
Os deficientes físicos e pessoas com dificuldade de locomoção foram lembrados quando o vereador conseguiu aprovar lei que garante acesso desse público ao serviço de táxi. Além dos deficientes, serão beneficiados idosos, gestantes, obesos e cidadãos com problemas motores. A Prefeitura disponibilizará, através de licitação pública, novas placas de veículos adaptados.
Idéias lançadas por José Emanuel acabaram não sendo viabilizadas, mas foram encampadas pela Prefeitura. Uma delas foi a utilização de faixa de pedestre com fundo diferenciado. O vereador defendeu a medida de segurança em frente a creches, escolas, colégios, Unidades Básicas de Saúde e Hospitais. A Administração Municipal, entretanto, se limitou a usar do expediente em algumas ruas centrais.
Ele adianta que insistirá na iniciativa, assim como na parceria com a Prefeitura para o controle da população de animais de rua de Juiz de Fora. O programa baseia-se no triplé vacinação sistemática de cães nas áreas de risco; controle populacional por meio de captura e esterilização e a posse responsável, conforme orientação da Organização Pan-Americana de Saúde.
O trabalho será desenvolvido através de um pequeno centro cirúrgico móvel; um trailer, ônibus adaptado, contêiner ou barraca de campanha. José Emanuel admite convênios com veterinários, clínicas, iniciativa privada, entidades ambientalistas, fundações e autarquias.
Paralelo a essas atividades, seria realizada campanha de esclarecimento à população, com informações sobre cuidados com animais, importância do controle dessa população, mitos sobre a esterilização.
Enquanto a projeto não é viabilizado, José Emanuel encontrou um meio de contribuir, concedendo título de utilidade pública à Aliança Juizforana pela Defesa dos Animais (Ajuda).
Outra proposta que José Emanuel pretende reapresentar é o que determina a numeração dos pontos de ônibus do transporte coletivo urbano, inclusive nos distritos. O número será afixado em cada placa de sinalização da parada, em lugar de destaque. Dessa forma, se transformará em referencial para o usuário, possibilitando a identificação do seu destino.
O vereador também encontrou um meio de ser solidário e ao mesmo tempo contribuir para a divulgação da cidade. Ele defende desconto de 50% aos doadores de sangue na entrada de todos os pontos turísticos, esportivos, de lazer e culturais mantidos pelo Poder Público ou que tenham a sua colaboração. A identificação dos doadores se dará através da carteira, fornecida pelo Hemominas, de doador vitalício com a validade a cada doação.
José Emanuel é casado com Eliana Silva de Oliveira. Tem dois filhos - Kamila, 23 anos, Rodrigo,28 – e uma neta, Maria Eduarda, de 6 anos.
José Laerte da Silva Barbosa
O médico José Laerte da Silva Barbosa (PSDB), eleito com 3365 votos, chega à Câmara Municipal para cumprir o seu primeiro mandato, emprestando sua experiência no setor de saúde em benefício de Juiz de Fora. Entre os vereadores-médicos, ele é o que possui mais tempo dedicado à gestão do Sistema Único de Saúde. Por isso, se sente em condições de contribuir, principalmente, com as camadas mais carentes da sociedade. Com José Laerte, a região conseguiu conquistas como a implantação do Programa Saúde de Família em 100% dos municípios e ganhou um defensor ferrenho da plena implantação do SUS e da reforma psiquiátrica. Ao se referir ao setor, José Laerte falou como profissional de saúde mental que se coloca ao lado dos demais trabalhadores do setor.
Por onde passou, José Laerte empreendeu um novo modo de administrar, com características próprias que marcaram pela sua funcionalidade e eficiência.
Como Diretor Regional de Saúde, entre 1995 e 1999, ele implantou o programa consórcio intermunicipal de saúde. Dois dos três projetos criados, se consolidaram: a Agência de Cooperação Intermunicipal de Saúde Pé da Serra (Acispes) e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Paraibuna Leste (Cispal).
Além de incentivar a integração entre os municípios, José Laerte implantou as primei-ras equipes de Saúde da Família na região e ofereceu o primeiro curso de especialização em saúde mental descentralizado, através da Escola de Saúde Pública (ESP) de Minas Gerais.
Em 2003, ele retornou ao cargo a convite do secretário de Estado da Saúde, Marcus Pestana, e do secretário adjunto de Estado da Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques. Uma nova fase de empreendimentos foi iniciada. A tão esperada reforma do prédio da regional está em fase de conclusão e os principais projetos estruturados pelo governo para a saúde, implantados. José Laerte se refere ao Prohosp, voltado para os hospitais conveniados ao SUS, o Viva a Vida, o Saúde em Casa e o Saúde na Escola.
Sua atuação também se deu junto a entidades representativas dos médicos. Foi tesoureiro da Associação Mineira de Psiquiatria e vice-presidente da Associação dos Médicos Residentes de Minas Gerais.
Na rede privada, José Laerte pertenceu ao Conselho de Administração da Unicred e ao Conselho Fiscal-Técnico-Ético da Unimed. Ainda ocupou a direção clínica da Casa de Saúde Esperança e do Hospital São Marcos.
Casado com Lúcia, tem uma única filha, Thalita, de 24 anos.
José Mansueto Fiorilo
O compromisso de elaborar projetos de lei de interesse popular e votar a favor dos dispositivos que beneficiem a cidade foi assumido por José Mansueto Fiorilo, Dr. Fiorilo (PDT), eleito para o seu primeiro mandato com 2.017 votos. Uma das principais funções do Legislativo, a de fiscalização, é enfatizada por Dr. Fiorilo que adianta: “quero saber de onde vêm e para onde vão os recursos públicos de nossa cidade”.
Dr. Fiorilo chegou em Juiz de Fora com sua família no início da década de 60. Foi criado no bairro Santa Luzia, mas deixa claro que vai legislar para toda Juiz de Fora, garantindo total fidelidade às metas de trabalho que traçou.
Na cidade, sempre demonstrou disposição para ir adiante. Na adolescência trabalhou no boteco do pai. Foi engraxate e trabalhou como garçom no antigo bar e restaurante Acadêmico, na época localizado na Rua Batista de Oliveira. Esporadicamente se transformava em cobrador de ônibus. Bastava faltar um funcionário da empresa de transporte coletivo que serve o bairro para o adolescente ser recrutado. Mais tarde, capacitado para exercer a profissão de datilógrafo, montou uma Escola de Datilografia e preparou vários jovens de Santa Luzia para ingressarem no mercado de trabalho.
Dr. Fiorilo é médico formado pela UFJF no ano de 1984 e tem o título de especialista em pediatria, conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria desde 1988. Através de concurso, ingressou na PMJF em 1995 como médico pediatra, plantonista do antigo PSM, e, atualmente, exerce a mesma função no PAI, situado na Avenida dos Andradas. É chefe do serviço de pediatria da Santa Casa de Misericórdia e é professor dos residentes do Departamento de Pediatria da instituição.
Em 1976, através de concurso, passou a pertencer ao quadro da Polícia Civil de Minas Gerais, sendo aprovado pela Academia de Polícia Civil, em Belo Horizonte, para exercer a função de perito de trânsito e criminal. Mais tarde, em 1987, através de concurso, foi aprovado para exercer a função de médico legista pela mesma instituição, sendo que desenvolveu todos os seus trabalhos na 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Juiz de Fora.
Natural de Senador Firmino, Minas Gerais, Dr. Fiorilo veio para JF muito cedo. O pai, Afonso Araújo Vidigal (falecido), sempre trabalhou com comércio e a mãe, Maria da Conceição Fiorilo, é dona-de-casa. Ele é casado com Maria da Glória com quem tem três filhos: Rubens, 27 anos; Alexandre, 22 anos, e Luciana, 21.
Das famílias, sua e da esposa, ele herdou uma forte educação religiosa. Dr. Fiorilo se apresenta como católico praticante, um dos membros fundadores da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Paróquia de Santa Luzia. Desde os 18 anos participa ativamente dos movimentos religiosos que envolvem os jovens e os casais. Foi tesoureiro da comunidade São José, ministro extraordinário da Eucaristia, um dos coordenadores dos encontros de noivos e atualmente é um dos coordenadores do dízimo paroquial.
A origem humilde e a formação cristã influenciaram na sua personalidade, aguçando o seu lado humano. Essa característica logo foi percebida pela comunidade que tem nele um médico aliado. Dr. Fiorilo foi, por exemplo, uma presença constante como voluntário nos primeiros 15 anos de fundação da creche Arco Íris e ainda se mantém à disposição da unidade.
José Sóter de Figueirôa Neto
Ética e compromisso social são os fundamentos de seu mandato. Assim se define José Sóter de Figueirôa Neto (PMDB), juizforano, 51 anos, que desenvolveu seu primeiro mandato entre 2005 e 2008, priorizando três eixos: o social, o meio ambiente e a fiscalização permanente sobre o Executivo.
O alto desempenho que obteve em seu mandato o levou a ser considerado pela imprensa em 2005, 2006 e 2007, o vereador com maior aprovação de leis de interesse coletivo. Reeleito para a Legislatura 2009-2012, Figueirôa reassume o compromisso de trabalho com transparência e participação popular, princípios que até hoje nortearam suas ações.
Entre sua atuação destaca-se a coordenação da defesa da Mata do Krambeck. A ameaça de construção de um condomínio no Sítio da Malícia foi discutida em audiência pública por ele convocada, resultando na desistência da empresa responsável pelo empreendimento e na destinação de recursos estaduais e federais para a criação de um Jardim Botânico e de um Centro de Pesquisas pela UFJF no local. Por iniciativa de Figueirôa foi também criado o Dia Municipal da Mata do Krambeck, comemorado em 21 de setembro de todo ano.
Figueirôa manteve-se alerta à situação do aterro sanitário realizando audiência pública juntamente com a Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM. Da mesma forma, Figueirôa lutou contra a venda da Curva do Lacet e defendeu a construção de uma praça naquele local.
O vereador foi ainda autor de várias convocações de audiências públicas na Câmara, que discutiram assuntos importantes para Juiz de Fora: pessoas com deficiência, cidadãos de rua, agentes comunitários de saúde, trânsito na cidade e reforma política.
Oposição por quatro anos contra a corrupção e pela transparência com os gastos públicos, Figueirôa teve uma atuação fundamental no processo que resultou na renúncia do ex-prefeito Alberto Bejani. Depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal e encaminhou ao Ministério Público denúncias contra as arbitrariedades dessa administração como, por exemplo, o sucateamento do Demlurb, o uso abusivo de cartões corporativos, o tráfico de influência no cancelamento de multas de trânsito e o uso indevido da Kombi do Programa Bolsa-Família no Estádio Municipal.
Seu envolvimento com a política começou cedo. Militou no movimento estudantil universitário, foi diretor do Sindicato dos Engenheiros de Minas e esteve à frente do Ipplan como diretor geral. Foi superintendente de Planejamento e Coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG), presidiu o Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social de Minas Gerais (Cogemas-MG), foi primeiro secretário do Conselho Estadual de Assistência Social-MG e presidente do Conselho Estadual de Trabalho e Renda-MG.
Foi superintendente da Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC) por oito anos. Em sua gestão, foi responsável pela implantação da Casa do Pequeno Jardineiro, Casa do Aconchego, Menina Artesã, Pequeno Artista, Centro de Convivência do Idoso, Promad, creches e curumins.
Figueirôa é engenheiro civil com especialização em Administração Pública. É casado com a Assistente Social Ana Paula Brandão Costa. Do seu primeiro casamento tem as filhas Clarissa, 20 anos, e Elisa, 18 anos. Seus enteados, filhos de Ana Paula, Thaís, 16 anos, Vítor, 12 anos e Fernando, 8 anos, também compõem a família de Figueirôa, que tem seu lar como inspiração, esteio e razão maior de sua vida.
José Tarcísio Furtado
José Tarcísio Furtado (Dr. José Tarcísio - PTC) inicia o segundo mandato deixando claro que o seu slogan de campanha: Saúde em primeiro lugar, vai ser tratado como prioridade durante toda a legislatura. O trabalho de fiscalização do Executivo será exercido permanentemente, com intensas cobranças pelo tratamento digno para toda a população. Para que esse estágio seja alcançado, José Tarcísio faz propostas e adianta seu desejo de integrar o Conselho Municipal de Saúde para ter direito de opinar nas deliberações.
Por estar em permanente contato com os juizforanos de baixa renda, José Tarcísio enfatiza a necessidade de a Prefeitura assegurar a oferta de medicamentos para essa parcela da comunidade. Ele permanecerá atento para evitar a perda de estoques pelo vencimento da validade, como ocorreu anteriormente. “Isso é inaceitável em um país de tantas carências”, disse.
O atendimento secundário e terciário em saúde é uma das grandes preocupações do vereador. Ele considera inadmissível a sobrecarga do Hospital Municipal Dr. Mozart Teixeira, condenando cenas como pacientes em macas nos corredores ou tomando soro em pé. A construção do Hospital da Zona Norte e da Policlínica do Manoel Honório são outras obras reivindicadas por ele.
O atendimento diferenciado pelas creches municipais também é defendido por José Tarcísio. Em função de grande parte das mulheres terem ingressado no mercado de trabalho, ele entende que as unidades devem funcionar 12 meses por ano, sem interrupção para férias. Além disso, é a favor da indicação de duas creches centrais – a da rua Halfeld e a do Manoel Honório - para atendimento 24 horas por dia. Elas receberão filhos de mulheres que trabalham à noite, como enfermeiras, operárias, acompanhantes de idosos, entre outras profissões. “Esta é uma realidade da mulher trabalhadora que não podemos ignorar”, assinalou.
Como homem do meio rural, o vereador mostra-se sensível às dificuldades enfrentadas no campo, colocando-se como porta-voz do pequeno agricultor. A melhoria das vias de escoamento da produção e o aluguel de equipamentos pela Prefeitura para lavrar terra são necessidades que, na sua opinião, devem ser atendidas.
José Tarcísio é formado em medicina pela UFJF. Atua em ginecologia e obstetrícia, urgência e emergência. Este é o seu segundo mandato. O primeiro foi cumprido entre 1992 e 1996. Ele é casado com Rosângela Coelho Furtado com quem teve quatro filhos: Luciano, 39 anos; Alexandro, 37 anos; Tarcísio, 33 anos, e Vanessa, 32 anos.
Julio Carlos Gasparette
A experiência e a competência de Julio Carlos Gasparette (PMDB), eleito para o terceiro mandato com 2.400 votos, são colocadas mais uma vez à disposição dos juizforanos. Ele já tem uma folha de serviços prestados ao município, mas pretende fazer mais na Legislatura 2009-2012. A prioridade para três setores foi definida pelo vereador. Ele defende a escola em tempo integral para a educação da criança e também a descoberta de seus talentos e vocações. A saúde merece uma gestão competente e responsável com profissionais capacitados e uso mais racional dos recursos. Gasparette ainda defende negociações com o estado para a redução da carga tributária de pequenas e médias empresas. Ele alerta para a impossibilidade de Juiz de Fora, MG, com ICMS de 18%, concorrer com Três Rios, RJ, onde a taxa cai para 2%.
Gasparette já tem uma história na Câmara. Ele foi eleito vice-presidente no último biênio da gestão 1997- 2000. No cargo, participou da construção do Anexo Ignácio Halfeld, onde estão instalados os gabinetes dos vereadores, e contribuiu para a informatização do Legislativo. A obra aliada à modernização da Casa, repercutiu na melhoria do atendimento à população.
Apesar de reeleito para mais um mandato, Gasparette exerceu cargos no Executivo. Convidado pelo então prefeito Tarcísio Delgado, assumiu a Secretaria de Urbanismo e, mais tarde, a direção de Centros Regionais, descentralizando a Prefeitura. Na administração seguinte, atuou como subsecretário de Fomento à Indústria, Comércio e Turismo. Nesse período, houve avanços com a participação do município, como a demarcação do Caminho Novo e na construção do Centro de Convenções (Conex).
A passagem de Gasparette pela Câmara foi marcada pela apresentação de projetos de lei que melhoraram o dia-a-dia da comunidade. A segurança foi garantida através da lei que proibiu a exploração do transporte coletivo por veículos sem credenciamento e autorização da Secretaria de Transporte.
A preservação do meio ambiente para as gerações futuras foi buscada com a lei que determina às empresas que fabricam ou utilizam garrafas PET a retirá-las das ruas após o uso. A autorização para a Prefeitura criar a Secretaria do Meio Ambiente, com incentivo a ações ecológicas, se deu com o mesmo objetivo.
A manutenção da qualidade de vida foi uma das prioridades de Gasparette. Ele é autor da lei que prevê mutirão de limpeza, envolvendo órgãos da Prefeitura, para uma cidade limpa e incentivo a população a colaborar.
A poluição visual mereceu sua atenção na lei que estabeleceu a padronização de placas de identificação de propaganda nos estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores de serviços.
O apoio ao esporte, ao lazer e ao turismo se deu com a lei que autorizou o Executivo a criar uma secretaria para tratar desses setores, enquanto o meio rural ganhou destaque com a proposta de criação de uma Central de Abastecimento, para exposição e venda de produtos.
Julio Gasparette nasceu em Juiz de Fora. É casado com Solange com quem tem três filhas: Adriana, 33 anos; Cristiane, 30, e Juliana, 26.
Luiz Carlos dos Santos
Luiz Carlos dos Santos, o Dr. Luiz Carlos, foi eleito pelo PTC com 2.195 votos. Chega à Câmara Municipal para cumprir o seu primeiro mandato, propondo-se a respeitar valores como honestidade, dignidade, respeito e amor ao próximo, princípios fundamentais na vida de qualquer cidadão, principalmente do homem público.
O Partido Trabalhista Cristão vai ocupar duas cadeiras na Casa, o mesmo número de outras agremiações de mais tradição, como PSDB, PP, PDT e PSC. O fato foi atribuído pelo vereador eleito ao trabalho conjunto, à inclusão de candidatos com credibilidade na chapa, à confiança no projeto proposto e às orientações do Deputado Lafayette Andrada, reconhecido como líder político do grupo.
Na sua atuação no Legislativo, o Cirurgião-Dentista terá a saúde bucal como uma prioridade, principalmente em relação a crianças até 12 anos de idade, consideradas elemento de transformação da sociedade, o que o leva a acreditar nesse segmento. O Pró-Criança Saúde Bucal, projeto o qual faz parte há anos, será ampliado, para que um número maior de crianças carentes possa ser atendido.
A sua formação humana, Dr. Luiz Carlos atribuiu à educação que recebeu da família. O pai, Sebastião dos Santos Batista, e a mãe, Hilda Aparecida de Andrade (in memoriam), casal humilde , que se encarregou de ensinar aos filhos a importância do trabalho e o poder transformador da educação, seguindo princípios éticos, morais e religiosos.
Nascido em São João Del Rei, ele estudava e trabalhava como vendedor de picolé e lavador de carros, atividades que lhe permitiram criar um fundo para ajudar no custeio de seus estudos universitários. Em Juiz de Fora, passou no vestibular para engenharia, mas concluiu que sua verdadeira vocação era a odontologia. O irmão, o médico Wilson Batista, é diretor geral do Hospital do Câncer, em Muriaé.
Dr. Luiz Carlos é formado pela UFJF. Aos 40 anos, possui pós-graduação em cirurgia e oclusão, especialização em implantodontia oral, especialização e mestrado em ortodontia.
Integra a Academia Brasileira de Cirurgia Oral, a Academia Tiradentes de Odontologia e a Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores.
Dr. Luiz Carlos é pai de quatro filhos. Tem uma filha de 18 anos, Fernanda Adrianne, do primeiro casamento; e com Denise Elisete da Silva (esposa) tem mais 3 filhos: Luiz Eduardo (7), Pedro Henrique (5) e Maria Clara (3).
Noraldino Lúcio Dias Júnior
Meio Ambiente e projetos sociais em prol da igualdade. Essa dobradinha foi e continuará sendo o eixo do trabalho de Noraldino Lúcio Dias Júnior (PSC), eleito para o primeiro mandato de vereador com 2.473 votos. Ações concretas e educacionais serão aliadas de modo a produzir resultados que repercutam na qualidade de vida da população.
Superintendente da Agência de Gestão Ambiental de Juiz de Fora (Agenda-JF) entre 2006 e 2008, Noraldino Júnior foi também eleito, em seguida, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Preto e Paraibuna e conquistou a presidência do Consórcio Intermunicipal da Bacia dos Rios Preto e Paraibuna (Conpar). Os dois órgãos são responsáveis pela mobilização de vários municípios da região pela proteção do Paraibuna. Ele ainda atuou como secretário executivo do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), o que lhe deu condições de contribuir para o desenvolvimento sustentável de Juiz de Fora.
Durante sua gestão, expediu cerca de 300 licenças, um aumento de 138% em comparação à anterior. O crescimento das expedições foi possível devido à nova estruturação da Agenda-JF. Foram adquiridos veículos novos, equipamentos de informática e de segurança, novo mobiliário, contratados novos funcionários, o que agilizou o trabalho prestado, como as fiscalizações e o licenciamento.
Noraldino promoveu melhorias no Parque da Lajinha e na Reserva Biológica do Poço DAnta, que ganhou um Conselho Consultivo e um Plano de Manejo, elaborado pela UFJF. A recuperação ambiental do Morro do Alemão foi outro projeto que passou por análise e aprovação da Agenda JF.
Parcerias com a Polícia Florestal e o Ministério Público foram fomentadas por ele possibilitando ampla ação. Aliada a fiscalização rigorosa foram desenvolvidas atividades conscientizadoras. Com Noraldino à frente foram comemorados o Dia da Água – março – e o Dia Internacional do Meio Ambiente e Ecologia – junho. Foi lançado o projeto Esta árvore tem nome que incentiva o plantio de uma árvore para cada criança nascida em Juiz de Fora e realizou também o repovoamento do Rio do Peixe, com a soltura de 50 mil alevinos.
O primeiro cargo de Noraldino Júnior na Prefeitura foi o de chefe do Departamento de Gestão da Informação, responsável pelo gerenciamento do Bolsa Família, da Secretaria de Política Social (SPS). Nesse período, encabeçou uma fiscalização intensiva sobre o recebimento de benefícios irregulares. Mais de 2 mil pessoas foram retiradas do programa, o que possibilitou a inclusão de pessoas com direito ao benefício.
Noraldino Lúcio Dias Júnior, 32 anos, é formado em Turismo pela Universidade Presidente Antônio Carlos e possui pós-graduação em Gestão Ambiental em Problemas Urbanos pela Faculdade Estácio de Sá. Foi empresário do setor de motociclismo, período no qual desenvolveu projetos sociais, como reforma de creches e apoio as famílias carentes. Ele nasceu em Juiz de Fora. É filho de Noraldino Lúcio Dias, produtor rural e comerciante, e de Ana Lúcia Dias, professora. É o terceiro entre quatro irmãos.
Roberto Cupolillo
Passe livre estudantil, piso nacional do magistério, combate à terceirização/privatização da Cesama e do Demlurb e manutenção da previdência pública dos servidores. A eleição de Roberto Cupolillo (Betão-PT) para o primeiro mandato na Câmara Municipal, com 2.556 votos, vem com a expectativa de grandes debates.
Betão se coloca a serviço dos movimentos populares, propondo-se a ajudar na organização das classes trabalhadores, estudantil e popular. “Não me limitarei a encaminhar as solicitações em requerimentos. Incentivarei a comunidade a se mobilizar por meio de abaixo-assinados, manifestações e comissões, apresentando suas reivindicações com mais propriedade”, esclareceu.
Aos 44 anos, Betão tem uma vida construída na militância política. A sua participação começou cedo. Ele integrou o Diretório Acadêmico (DA) de Geografia da UFJF e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), período no qual foram levantadas polêmicas em torno da passagem de ônibus e do restaurante universitário.
Grande parte de sua trajetória foi no Sindicato dos Professores (Sinpro) no qual permaneceu de 1988 a 1995 e retornou em 1998, em meio à greve provocada por dificuldades do governo Tarcísio Delgado de arcar com o pagamento de setembro. Os profissionais com salários maiores só receberam 30%. Uma das medidas tomadas pelos dirigentes do sindicato, foi a mudança da configuração de seu comando, que passou de presidencial a uma coordenação realizada por três lideranças, entre as quais Betão.
Ele também cumpre o segundo mandato na Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), entidade que reúne professores e auxiliares de administração de escolas privadas.
De sindicalista combativo a membro da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi um passo. Betão dirigiu a entidade na Zona da Mata e em Minas Gerais. Na função, ajudou a organizar o Sindicato em diversos municípios.
Desde 1986, Betão é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), membro da corrente “O trabalho” – Seção Brasileira da IV Internacional, da linha Trotskysta. Entre 1990 e 1991, presidiu a agremiação em Juiz de Fora, quando priorizou a organização interna com o fortalecimento dos núcleos de trabalhadores e bairros.
Betão é professor no Instituto Estadual de Educação, no Colégio Stella Matutina e na Escola Municipal Cosete de Alencar, da qual se licenciou para o trabalho sindical. Ele é casado com Aparecida de Oliveira Pinto. Do seu primeiro casamento tem o filho, Luã, de 20 anos.
Rodrigo Cabreira de Mattos
Projetos de lei, indicações, requerimentos, representações são instrumentos usados pelo vereador Rodrigo Mattos (PSDB) para viabilizar obras e melhorias para a cidade. Ele inicia o seu segundo mandato com o aval dos 3.659 votos obtidos nas urnas, respeitando a trajetória seguida até agora. O tucano reconhece as lideranças comunitárias como legítimas representantes da sociedade e acolhe as demandas encaminhadas por elas, fazendo uso de todos os mecanismos disponíveis para viabilizá-las. A fiscalização dos atos da Prefeitura, considerada uma das principais funções dos vereadores, também é levada a sério por Rodrigo Mattos, que se mantém atento a cada passo da Administração Municipal.
Foi assim durante o governo anterior. Rodrigo Mattos foi um dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito formada na Câmara Municipal para investigar a liberação irregular do Fundo de Participação dos Municípios – com suspeita de desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito do prefeito. Os levantamentos resultaram no indiciamento do então chefe do Executivo.
O peessedebista também lançou mão de outros instrumentos de fiscalização. O vereador convocou audiências públicas que trataram de questões como a crise enfrentada pelo Educandário Carlos Chagas, ameaçado de fechamento devido à suspensão de repasse de verbas. Durante a reunião, foi anunciada a retomada do convênio com a Prefeitura, assegurando a continuidade do atendimento de 35 crianças em