Publicada em: 28/11/2008 - 265 visualizações

Câmara cobra modernização da telefonia celular e retorno social das operadoras

Câmara cobra modernização da telefonia celular e retorno social das operadoras (28/11/2008 00:00:00)
 

Câmara cobra modernização da telefonia celular e retorno social das operadoras

       
       
       O argumento de que a lei 11.045, aprovada pela Câmara Municipal, está atrasando a chegada a Juiz de Fora da tecnologia 3G, que permite a transmissão simultânea de áudio e imagem através de telefonia celular, foi rechaçado pelos vereadores durante a reunião plenária de hoje (28/11). Diversos legisladores usaram da palavra para alertar que as operadoras induzem a população a esse raciocínio para se eximir de suas responsabilidades, visando somente o lucro. “O momento é polêmico. Cabe uma nova discussão,” afirmou o presidente Francisco Canalli (PMDB).
       
        A maioria da Casa admite a possibilidade de adaptações na lei, mas insiste na contrapartida das empresas. Isso implica no bom atendimento à comunidade, na garantia de sua segurança e no retorno social aos empreendimentos realizados.
       
       O vereador Pastor Carlos (PRB), o primeiro a levantar o assunto na reunião plenária desta sexta-feira, cobrou das operadoras a instalação da antena que permitirá o uso de celulares no Expominas. Ele lembrou que lei específica do vereador Bruno Siqueira (PMDB) permite a iniciativa. E criticou as empresas que a ignoram prejudicando a realização de eventos no local. Pastor Carlos está entre os defensores da implantação de Call Centers na Zona da Mata, para suporte aos usuários.
       
        Autor da lei 11.508, que autoriza a instalação de Estações de Telecomunicações e Estação de Telecomunicação de Telefonia Celular no Expominas, Bruno Siqueira (PMDB) sente a intenção das empresas de pressionar uma espécie de troca. “Se a Câmara não muda a lei, elas não providenciam a telefonia para o local”. O vereador resiste não dando às empresas oportunidade de definir a situação em prejuízo dos juizforanos. O peemedebista ainda defende um diálogo com os responsáveis diretos pelo sistema de telefonia e não com seus representantes, como ocorreu até agora.
       
       Isso pode se dar em janeiro para quando foi proposta audiência pública por José Sóter de Figuerôa (PMDB). A forma “desrespeitosa” com que as empresas tratam a Casa mereceu críticas dele, que se referiu à ausência de responsáveis nas audiências anteriores. João Evangelista de Almeida (João do Joaninho-PSC) é outro que reclama da falta de retorno adequado das autoridades.
       
        Rodrigo Mattos (PSDB) entende que a contrapartida não deve se limitar ao Expominas e sim ser estendida a outras questões sociais.
       
        Ao vereador Flávio Cheker (PT) coube a lembrança de que a lei da telefonia celular foi aprovada pela Câmara após amplo estudo que envolveu setores técnicos, como o Departamento de Física da UFJF, e representativos da população, a exemplo do Comitê de Cidadania Justiça e Paz. “Votamos em defesa dos cidadãos,” enfatizou.
       
        Em defesa da comunidade, Luiz Otávio Coelho (Pardal-PTB), observou que Juiz de Fora possui 500 mil habitantes que precisam ser considerados. Seguindo a mesma linha, Isauro Calais (PMN) critica o serviço, informando que o sinal é precário no bairro em que reside, Progresso.
       

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