Publicada em: 27/08/2008 - 228 visualizações

Centro de Atenção e Comissão de Direitos Humanos debatem situação dos egressos em Juiz de Fora

Centro de Atenção e Comissão de Direitos Humanos debatem situação dos egressos em Juiz de Fora (27/08/2008 00:00:00)
 

Centro de Atenção e Comissão de Direitos Humanos debatem situação dos egressos em Juiz de Fora

       Um movimento de conscientização de toda a sociedade organizada, da classe empresarial e dos poderes públicos, através de um seminário, parece ser uma saída para resolver o problema dos egressos em Juiz de Fora. A idéia, pioneira no Estado, partiu do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, vereador Flávio Cheker (PT) e do coordenador do Centro de Atenção ao Cidadão, Plínio Mansur, que debateram o assunto com representantes do Ministério do Trabalho, do Senac, do Núcleo de Prevenção a Criminalidade, Sindicato dos Empresários do Comércio e da Construção Civil, da OAB, entre outros.
       
       O representante do Ministério do Trabalho de Juiz de Fora, José Tadeu de Medeiros Lima, disse que o caminho, para resolver a situação dos egressos, é um “caminho complexo e envolve vários setores da sociedade”. Ele disse que é preciso uma política pública voltada para a ressocialização com apoio psicológico e cursos profissionalizantes, “onde haja formas eficazes de dessa parcela da sociedade voltar a ter uma vida digna”.
       
       Para o representante do Sindicato da Construção Civil, Leomar Pereira Delgado “a conversa com o setor pode nos chegar como uma luz no final do túnel na questão dos ex-condenados. Através de cursos profissionalizantes é possível separar cotas no mercado de trabalho para os egressos, dando oportunidades e dignidade a eles”, afirmou.
       
       Para Fabiana de Lima Leite, da Secretaria de Estado da Defesa Civil, a situação dos egressos passa pela “boa vontade política” em resolver o problema. Ela disse que o Poder Público precisa estar aberto ao diálogo e atento à situação desses homens e mulheres que podem contribuir para a economia do país através do trabalho. “Um caminho seria obrigar as empresas participantes de licitações públicas a terem em seu quadro, uma cota de egressos como quesito para a concorrência”, afirmou.
       
       Flávio Cheker entendeu que o melhor caminho seja a abertura de diálogo entre todas as instâncias da sociedade e a classe empresarial, para que haja políticas públicas voltadas para os egressos. Ele agendou uma próxima reunião, ainda sem data definida, para seja reavaliado e replanejado o Programa de Ressocialização do Egresso e do Recuperando do Sistema Prisional em Juiz de Fora.

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