Publicada em: 26/08/2011 - 251 visualizações

Vereador busca apoio para ressocialização de encarcerados

Vereador busca apoio para ressocialização de encarcerados (26/08/2011 00:00:00)
 

Vereador busca apoio para ressocialização de encarcerados

       O vereador Flávio Cheker (PT) busca apoio para o projeto de contratação da mão-de-obra dos acautelados da penitenciária José Edson Cavaliere na montagem das caixas que servirão à produção de mel. Com a iniciativa, que conta com a adesão da Associação dos Apicultores de Juiz de Fora (Apijur), Cheker aposta na socialização e capacitação profissional das pessoas que perderam a liberdade.
        O vereador defende uma modalidade de cumprimento da pena, já utilizada nas unidades prisionais, em que o trabalho tem papel fundamental e traz inúmeros benefícios para o encarcerado. Além do aprendizado profissional, o encarcerado tem direito à redução de pena (um dia para cada três trabalhados), bem como ao pagamento de um salário. O recurso fica retido até o cumprimento da pena. Parte vai para a família e parte para o Estado, para custeio da pena.
        Pela proposta, a Apijur investirá R$ 10 por caixa, recurso empregado para a manutenção das atividades e dos benefícios dos encarcerados. A Associação, entretanto, tem encontrado dificuldade de conseguir capital para início das atividades. Com a ajuda do vereador, estão sendo feitos contatos com diversas entidades, em busca de recursos e também de material.
        Cheker e o idealizador da proposta, Antônio Neves de Campos, reuniram-se com Fernando Menezes, responsável pelo programa de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil. Houve consenso sobre a importância do encaminhamento do projeto à Fundação Banco do Brasil, para obtenção de recursos. A busca de apoio da iniciativa privada na doação de materiais também é considerada necessária.
        Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara, Flávio Cheker ressalta a importância de a sociedade voltar seus olhos para os encarcerados. “A situação de encarceramento de uma pessoa não deve significar um afastamento do olhar do cidadão livre. Ao contrário, o encarcerado continua possuindo direitos, dentre os quais o de adquirir uma ocupação, trabalhar. O poder público e a iniciativa privada têm muito a colaborar com esta modalidade de reinserção do acautelado. Pequenas contribuições, de materiais ou capital, vão ser decisivas para que este importante projeto possa começar,” disse.

 


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