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Câmara realiza audiência pública para debater transporte ferroviário de passageiros Atendendo requerimento do vereador vice-presidente da Câmara, Francisco Canalli (PTB), estiveram reunidos no plenário da Câmara, hoje, 25/04, autoridades estaduais e federais da área de transporte e prefeitos de diversas cidades vizinhas à Juiz de Fora. Eles vieram discutir o transporte ferroviário de passageiros no trecho entre Matias Barbosa , Juiz de Fora, Ewbanck da Câmara e Santos Dumont. O objetivo é, com o retorno deste meio de transporte, promover o atendimento regional, social e turístico da região, além de ampliar a possibilidade de geração de emprego e renda. De acordo com o diretor do Departamento de Relações Institucionais do Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, serão realizadas intervenções para implantação de trens modernos no transporte de passageiros nos âmbitos regionais e interestaduais, especialmente, entre cidades de alta concentração populacional.
A idéia do vereador, que foi apresentada durante a audiência para resgatar, principalmente o turismo e intercâmbio entre cidades vizinhas, fomentando emprego e renda e a preservação do patrimônio histórico ferroviário e dos municípios.
O prefeito de Ewbanck da Câmara, Paulo Mendes, elogiou a iniciativa, afirmando a necessidade do apoio e mobilização total entre as cidades para o projeto dê certo. Joaquim Assis do Nascimento, prefeito e Matias Barbosa, valorizou como meio transporte, principalmente porque Juiz de Fora é pólo estudantil para a cidade.
Quanto aso temores apresentados pela comunidade que se manifestou durante a reunião, o presidente da Associação de Amigos do Trem, Paulo Henrique e Azevedo Moraes , afirmou que esta é uma opinião equivocada e que a MRS Logística não pode estipular o preço da passagem nesses trens, já que, por contrato, deve cumprir a cláusula que dá ao trecho onde é permissionária, a possibilidade de tráfego de dois pares de trens de passageiros em circulação por dia.
O deputado Júlio Delgado também lembrou deste compromisso com a MRS e afirmou que a volta do trem de passageiros é desejo de todos juizforanos. Ele falou do sucesso da instalação da Maria Fumaça ligando 8km entre São Lourenço e Soledade de Minas, gerando 32 empregos diretos e 300 indiretos. O Procurador Regional da República, no Rio de Janeiro, Luis Cláudio Pereira Leivas, reafirmou a importância da união da população das cidades interessadas para que o projeto saia do papel.
O vereador José Sóter Figueirôa (PMDB) sugeriu uma moção de repúdio pelo fato da MRS não cumprir seu papel de responsabilidade social, promovendo a integração regional, estimulando, com os trens de passageiros o desenvolvimento de empreendimentos e serviços ao longo das ferrovias, minimizando a ociosidade destes trechos.
Os vereadores Antônio Jorge (PSDB), Flávio Cheker (PT) e Isauro Calais (PDT) se solidarizaram com a luta do movimento e lamentaram a ausência de representantes da MRS. Eles sugeriram que seja enviada uma Moção para os setores de transporte do Governo Estadual e Federal, solicitando providências urgentes para o assunto.
O projeto apresentado por Francisco Canalli, também propõe: Apoio popular às estradas de ferro; recuperação do patrimônio cultural e histórico ferroviário das cidades; ganho cultural e político para o Estado, Municípios e sociedade, pelo resgate da história e da cultura; desenvolvimento econômico regional, beneficiando o comércio, empresas e cidadãos e a possibilidade de deslocamento a um preço competitivo.
A Proposta base consiste na reimplantação de trens de passageiros utilizando bens móveis e imóveis da extinta RFFSA, através da formação de parceria social, pública e privada, onde todos assumem compromissos na execução dos serviços. .O Desenvolvimento do artesanato, produtos hortifrutigranjeiros e outros voltados ao turismo; também consta da proposta.
Para manter o estado de conservação das vias onde os trens circulam; será necessária a parceria da sociedade organizada com a iniciativa pública, que via poder se utilizar dos recursos provenientes das Leis de incentivo à preservação do patrimônio histórico e cultural, como a Leis de aplicação do ICMS e Lei Rouanet.
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