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Cheker quer reunião com Prefeito sobre Restaurante Popular
“Tenho a convicção de que o prefeito, Custódio Mattos (PSDB) irá marchar na direção certa para a realização do Restaurante Popular (RP) em Juiz de Fora. Proponho que o secretário de Planejamento, André Zucchi, agende uma reunião entre representantes do Legislativo, da Caixa Econômica, da sociedade organizada e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - Consea para que possamos resolver essa matemática que não pode mais esperar para ser solucionada”. Com esse pronunciamento o vereador Flávio Cheker (PT) encerrou a audiência pública, de sua autoria, que debateu a instalação do Restaurante Popular na cidade.
Depoimentos de representantes de outros municípios enriqueceram o debate como o de Carlos Henrique Siqueira, da prefeitura de Belo Horizonte, que disse ser a capital mineira a primeira a instalar a iniciativa no Brasil e que, para os cofres públicos, os custos são baixos se comparados a outros investimentos sem tanto alcance social. “Em BH, o Restaurante Popular é um dos maiores projetos proposto pela prefeitura e pelo Governo Federal. A população de baixa renda tem alimentação de qualidade com preços baixos, assegurando o seu direito constitucional”, disse.
Para Clério Coelho, do Consea, o Restaurante Popular é uma conquista que não pode ser perdida. Ele disse que não adianta existirem programas como esse se não há um estímulo às políticas públicas de alimentação. “Os poderes municipais não podem tratar com descaso uma conquista do povo como é o caso do Restaurante Popular”, afirmou.
O representante da Ceasa, Willi Alves, revelou que a Central de Abastecimento está instalando na cidade o Proal – Programa de Distribuição de Alimentos, o que irá diminuir o desperdício. “Poderemos entrar em entendimento com a prefeitura de Juiz de Fora no sentido de fornecer parte da alimentação para o RP”, disse.
Cheker disse que o direito a refeições diárias de qualidade e a baixo custo tem avançado significativamente desde 2004, quando foram firmados convênios para a construção de 26 restaurantes populares, em 13 estados do país. Nesse período, o programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) investiu cerca de R$ 15,6 milhões, possibilitando à população de baixa renda a ter acesso regular à alimentação de qualidade. A Rede Solidária de Restaurantes Populares é uma ação do Programa Federal Fome Zero diretamente relacionada à suplementação alimentar dos grupos mais vulneráveis e dos trabalhadores que, por falta de tempo ou recursos, não conseguem ter acesso a uma refeição saudável.
Em Juiz de Fora, as obras para a instalação do Restaurante Popular teve início em abril de 2008, mas foram paralisadas, deixando parado mais de 1,2 milhões para o seu término. Para Zucchi esse valor já está defasado. Ele acredita que seria preciso mais de 1,5 milhões para a conclusão da obra. “A prefeitura não tem esse valor, por isso, é preciso reformular os custos e saber qual seria o valor que o Executivo teria que arcar como contrapartida, que é de 20% dos recursos liberados”.
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