|
SindUte solicita apoio dos vereadores para greve do Estado O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE) ocupou a Tribuna Livre da Câmara Municipal para solicitar apoio dos vereadores ao movimento grevista do magistério estadual, que completou 75 dias nesta terça-feira (23/08). Pronunciando-se em nome da categoria, Berenice Soares Alves sustentou que o piso dos professores é de R$ 369, questionando informações do governo de Minas que afirma estar cumprindo a lei federal 11.738, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal.
O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) esclareceu que o governo do estado criou um subsídio, incorporando benefícios como biênios e quinquênios. Assim, desfigurou o plano de carreira dos professores. Além disso, vem dando uma interpretação diferenciada sobre o piso salarial nacional, alegando que o paga proporcional a jornada de 24 horas. O valor, de acordo com Betão, é de R$1.597,87.
José Sóter de Figueirôa (PMDB) é a favor de gestões junto aos deputados estaduais para que se posicionem a favor do magistério. “A valorização do professor é fundamental. Educação é política social e econômica,” alertou.
O envolvimento dos parlamentares mineiros foi defendido também por José Emanuel (PSC). O vereador acredita que a iniciativa possa ser tomada por meio de um ofício encaminhado pela Câmara.
Flávio Cheker (PT) exibiu cópia da moção de apoio de sua autoria, aprovada pela Câmara, na “qual a insensibilidade e intransigência do governo foram repudiadas. Alguns governos insistem em desconhecer a nova realidade do país. Diversas categorias estão defendendo pisos e jornadas de trabalho próprias”, observou.
Por também ser educadora, a presidente da Comissão de Educação da Câmara, Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico-PDT), conhece de perto a situação dos professores e os considera idealistas. “Hoje, quem ainda é professor é um sonhador”. Dr. José Tarcísio (PTC) lembrou que os professores cumprem o dobro da jornada oficial, em função de prepararem as aulas em casa e enfatizou que precisam ser remunerados com justiça.
O piso deveria ser de, no mínimo, R$ 2 mil, segundo o vereador Julio Gasparette (PMDB). Ele insiste em que a educação tem que ser tratada como prioridade e recomendou que o SindUte recorra ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas pelo cumprimento da lei. Enquanto isso, Wanderson Castelar (PT) demonstrou indignação, considerando injustificável que o grupo político que se encontra há 14 anos no poder não consiga transformar a vida do professor.
Rodrigo Mattos (PSDB) mostrou-se preocupado com o desgaste na relação entre sindicalistas e o governo e torce por um acordo, lembrando dos prejuízos para os estudantes. Ele fez ponderações quanto ao entendimento sobre a lei do piso, o que foi feito também pelo seu companheiro de bancada, José Laerte. “Temos um problema de entendimento da lei. O dispositivo permite dupla interpretação. Torço pelo entendimento. O servidor precisa ser bem remunerado e o aluno não pode ser prejudicado,” complementou. |