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Câmara discute destino de sacolas plásticas A audiência pública realizada hoje (23/04) por solicitação do vereador Pastor Carlos (PRB) abriu um grande debate em torno de medidas pela preservação do meio ambiente. O assunto foi levantado a partir do projeto de lei do vereador Julio Gasparette (PMDB) que proíbe o uso de embalagens e sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais, industriais e nos prestadores de serviços em Juiz de Fora e prevê a sua substituição por materiais biodegradáveis ou oxibiodegradáveis.
Pastor Carlos falou sobre a preocupação mundial com o planeta e os gastos vultosos dos países do primeiro mundo para sanar danos provocados durante décadas. “Os supermercados, a população e a Câmara querem saber o que é melhor se fazer no momento”. A declaração de Pastor Carlos vem seguida da informação que recebeu de que os oxibiodegradáveis se transformam em pequenas partículas que se mantêm no meio ambiente, o que impede a sua reciclagem.
Diante da dúvida, ele é a favor de um trabalho de conscientização que envolveria vários setores. À indústria caberia fabricar sacolas com maior resistência. As que deveriam suportar 6 quilos não comportam a metade. Isso acaba levando o consumidor a utilizar duas, ou seja, levar mais sacolas do que o necessário. “Só com essa iniciativa retiraríamos metade do plástico do meio ambiente,” disse.
Outras questões foram tratadas pelo vereador. Ele argumenta que o projeto pune os supermercados que insistirem em usar plástico. As indústrias também seriam punidas? E os demais materiais plásticos, como as garrafas PET. Que destino teriam? Pastor Carlos ainda lembrou que o produto causa dano ao meio ambiente onde é utilizado e não no local de produção.
Francisco de Assis Esmeralda, presidente da Plastivida, um instituto sócio-ambiental dos plásticos, fortaleceu a tese de Pastor ao defender os 3 Rs: reduzir desperdício, reutilizar e reciclar.
Julio Gasparette, entretanto, não foi convencido. Ele contra-argumentou que o projeto de sua autoria é desenvolvido em outros países e municípios brasileiros. E citou um aditivo que provoca a decomposição do plástico em contato com a luz e a água em apenas três anos, ou seja, cem vezes mais rápido.
“Chegou o momento de vocês defenderem o nosso meio ambiente”, disse, referindo-se aos representantes de supermercados. Julio Gasparette deixou claro que Juiz de Fora segue junto a outros municípios comprometidos com o futuro. Ele adianta que há empresas fabricando sacolas de papel com capacidade para dois, cinco e até dez quilos e grandes redes como o Pão de Açúcar usando sacolas de tecido. |