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Vereadora define instalação de Universidade Popular em Juiz de Fora As inscrições para os cursos à distância da rede Educon (Tecnologia em Educação Continuada) já estão sendo feitas no gabinete da vereadora Rose França (PTB). Os interessados podem comparecer na Rua Halfeld, 955, sala 303, no Palácio Barbosa Lima, onde funciona o Poder Legislativo. “Nos últimos anos, a critica as universidades federais ganhou maior visibilidade na sociedade brasileira. Elas se tornaram uma forma de resistência ao ensino para a população de baixa renda. A discussão sobre o seu papel precisa ser aprofundada na busca de sua construção como instrumento de luta popular”, afirmou a petebista.
Para Rose, oferecer um ensino de qualidade a preços acessíveis, irá contribuir para o processo de democratização do setor educacional. Ela disse que Juiz de Fora não poderia ficar de fora desse importante empreendimento, já que, se torna uma forma de melhorar a qualidade de vida de muitos jovens e trabalhadores que não têm condições de freqüentar as salas de aula de cursos superiores.
“Mesmo sem o apoio do Poder Público, eu tenho lutado para que a população de minha cidade tenha mais essa motivação para entrarem nas universidades”, disse a vereadora. Os cursos oferecidos são de Matemática, Ciências Contábeis, Normal Superior, Administração, Letras, com especialidade em espanhol, e Pedagogia. Além dos cursos de graduação, a rede Educon irá, em breve, oferecer cursos de pós-graduação em Educação e em Direito e da MBA. Hoje são mais de 80 mil alunos cursando as faculdades à distância.
A Universidade Popular é um movimento autônomo que atua na luta pela democratização do ensino no Brasil. Os cursos oferecidos se diferenciam dos convencionais em vários pontos e os alunos participam de forma presencial, sem deixar de lado o processo pedagógico.
Para o supervisor educacional da Universidade Virtual de Minas Gerais, Marcus Nylander, a idéia é trazer para Juiz de Fora um novo conceito em educação. “Instalar um curso universitário não é um trabalho difícil. A questão é romper com as formas de subjetivação que sustentam o modelo atual, dando espaço às formações singulares, alternativas e modernas de ensino, sendo, no momento, a educação à distância a única maneira viável de democratizar o ensino superior”, disse.
“Estamos contribuindo para que haja uma consciência sem inversão de valores, construindo, de forma coletiva novas relações e saberes dentro da universidade direcionada para o povo. Quero que todos os envolvidos sejam também agentes transformadores”, concluiu Rose França. Mais informações no site: www.uvmgonline.com.br |