Publicada em: 22/04/2009 - 312 visualizações

Vereadores reivindicam plano de arborização para Juiz de Fora

Vereadores reivindicam plano de arborização para Juiz de Fora (22/04/2009 00:00:00)
 

Vereadores reivindicam plano de arborização para Juiz de Fora

        Árvores danificando passeios, alcançando a rede elétrica ou com galhos invadindo casas. A situação levantada por João Evangelista de Almeida (João do Joaninho-DEM) nas diversas regiões da cidade foi tema da audiência pública realizada hoje (22/04). Problemas pontuais e gerais foram tratados e propostas apresentadas. Houve consenso em torno da necessidade de um plano de arborização para Juiz de Fora.
       
        Um vídeo preparado a pedido de João do Joaninho mostrou podas e cortes não atendidos no Educandário Carlos Chagas, em Nossa Senhora de Fátima, no Alto dos Passos, em Cerâmica e no Jóquei Clube, entre outros locais. “Na entrada do Condomínio Tiguerra, Bairro Nossa Senhora de Lourdes, há palmeiras imperiais que ameçam tombar sobre as casas,” disse.
       
        Ele alertou para a importância da escolha das espécies para que sejam evitados problemas causados por raízes que afloram a terra e danificam passeios e construções. “Há árvores em meio a fios de alta tensão, com risco de acidentes principalmente para as crianças que sobem nos galhos. Passeios quebrados são obstáculos para idosos, contrariando a lei de acessibilidade,” alertou.
       
        Os relatos do público reforçaram as preocupações do vereador. Ione Antunes Maria Terror, da rua Silva Neto, contou que um abacateiro destruiu o passeio e está invadindo sua casa. Francisco Ferreira, do Jardim dos Alfineiros, falou sobre o risco de queda de uma Paineira. Três árvores, da rua Alberto Deldato, na Cidade do Sol, quebraram a caixa de esgoto, conforme contou o morador Luís Trindade Afonso.
       
       A Cidade do Sol, inclusive, foi considerada uma prioridade. Segundo Valéria Lopes Simões, secretária da Associação de Moradores, a Agenda-JF realizou estudo em junho de 2005 concluindo que o bairro não comporta árvores de grande porte e recomendou a troca das espécies. O secretário de Obras, Jefferson Rodrigues Júnior, reconheceu a necessidade de intervenção imediata no bairro.
       
       Quando o secretário de Obras assumiu, a Prefeitura contava com duas equipes com cinco funcionários. Em função da grande demanda, o Poder Público formou mais uma em abril. O diretor técnico da Empav, José Walter, reconheceu que mesmo com uma equipe a mais o número de funcionários ainda é insuficiente.
       
       Sérgio Rocha, subsecretário da Defesa Civil (DC), esclareceu a responsabilidade de cada órgão: a arborização pública cabe à Prefeitura. Quando o caso envolve redes de transmissão, sofre intervenção da Cemig. A DC intervém quando há risco de vida ou ao patrimônio. Se o caso envolve encosta, com iminência de corte, os Bombeiros são acionados. A avaliação técnica sobre poda ou corte é da Agenda-JF.
       
        Cristina Campolina, da Agenda, confirmou a impossibilidade de cortes sem autorização municipal ou estadual. O assunto é tratado na deliberação normatiza 23/2005, além de leis federais como o Código Florestal. Convênio entre os dois órgãos possibilita a Agenda deliberar sobre cortes na área urbana e ao IEF, na rural.
       
        Só de 2008, haviam 755 avaliações acumuladas. De Janeiro a março, a Agenda acelerou os trabalhos realizando 600 vistorias. Cristina Campolina acredita que em poucos meses a situação será normalizada.
       

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