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Estrutura familiar e segurança nas escolas entram em pauta Traçar ações e políticas sociais para garantir mais segurança nas escolas do município. Este foi o principal objetivo do vereador Luiz Carlos dos Santos (PTC) ao propor a audiência pública que aconteceu na tarde desta quinta-feira (20/10) no plenário da Câmara Municipal. A implantação de detector de metais na entrada dos estabelecimentos de ensino foi sugerida pelo parlamentar como instrumento de inibição no transporte de armas, mas não como solução, e sim, como incentivo para ampliação dos debates.
“Toda discussão referente à segurança de nossas crianças e o envolvimento com a educação é fundamental. O que dever ser ressaltado é a importância da estrutura familiar no processo de formação de nossos jovens. Com isso temos como consequência a diminuição de problemas sociais”, enfatizou Luiz Carlos.
O pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora, Orlando Lyra de Carvalho, parabenizou a iniciativa do vereador em propor o debate para discutir ações públicas, mas ressaltou que a colocação do instrumento nas escolas não pode ser visto como solução.
Os capitães da Polícia Militar Jovânio Miranda e Ricardo Scheifer expuseram a metodologia do trabalho da PM. “Não utilizamos a repreensão. Atualmente, aplicamos a ideia da polícia comunitária, proporcionando maior aproximação com a comunidade. Temos programas municipais e estaduais com militares preparados que visitam as escolas. Um destes programas é o chamado Jovens construindo a cidadania”. Em relação ao detector de metais, para os militares a questão operacional deve ser discutida, já que o fluxo de estudantes na entrada das escolas acontece ao mesmo tempo.
Para o vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB) debates envolvendo a área educacional são fundamentais para o desenvolvimento da nossa sociedade, seja do ponto de vista social ou econômico. Figueirôa apontou ações para a diminuição da violência escolar: “política de valorização dos profissionais de educação, prevenção, investimento nas escolas integrais, nos programas sociais e o cumprimento das Leis”.
O presidente do Legislativo, Carlos Bonifácio (PRB) se mostrou descontente com a ausência de secretários municipais na discussão e também disse ser contra o detector. “Esta não é uma forma de garantir segurança. Nossos governantes esquecem de valorizar a família, a maior base para qualquer indivíduo. O diálogo entre pais e filhos, baseado na orientação, é uma forma de amenizar o problema”.
Os vereadores Jose Emanuel (PSC) e Chico Evangelista (PP) apontaram a melhoria na infra-estrutura nas escolas como fator conciliador.
De acordo com o chefe do departamento da guarda municipal, Major José Mendes da Silva, o efetivo não é suficiente para cobrir todos os estabelecimento de ensino da cidade. “Possuímos 131 guardas e mais de 100 escolas públicas”.
Ao encerrar a reunião, o proponente Luiz Carlos, enfatizou que debates envolvendo segurança, investimentos, políticas sociais e medidas para garantir a estrutura familiar devem ser realizadas rotineiramente. |