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Vereadores defendem EJA em audiência pública A interrupção do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) foi confirmada por representantes da Prefeitura durante audiência pública realizada hoje (20/10) por solicitação do vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB). Ao mesmo tempo surgiram indicativos de que essa postura pode ser alterada pela futura Administração Municipal. A disposição de dar continuidade a essa modalidade de educação foi manifestada por integrantes das duas correntes políticas. Flávio Cheker, pelo PT, e Rodrigo Mattos, pelo PSDB. As posições assumidas representam um alívio para professores e 5.585 alunos, de 83 turmas.
Figueirôa apresentou várias propostas em defesa da EJA. Ele fala no envio de requerimento à Prefeitura, assinado pelos 19 vereadores, reivindicando a reconsideração imediata da suspensão.O ofício será enviado com abaixo-assinado por alunos, professores e funcionários que está percorrendo a cidade. O encaminhamento de uma representação ao governo do Estado para o restabelecimento da parceria para minimizar custos foi outra medida apontada.
Uma vez encerradas as eleições municipais, Figueirôa propõe que os responsáveis pela transição de Governo tratem a EJA como prioridade e se comprometeu a elaborar emenda ao orçamento 2009, mais um vez com o respaldo de todos os vereadores, para garantir verbas para a Educação de Jovens e Adultos.
A solução do problema depende de decisão política, argumenta Figueirôa. Apesar da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases atribuírem ao Estado a responsabilidade pelo ensino médio, o peemedebista esclarece que nada impede o município de assumi-la.
A suspensão preocupou principalmente comunidades rurais. O vereador Eduardo Novy (PSC) questiona o que será dos estudantes de Valadares, Torreões, Rosário de Minas, entre outras localidades. “É um absurdo cercear essas pessoas de freqüentar a sala de aula. A medida se transformará em mais um incentivo para que deixem o campo e venham para a cidade”, alertou.
Na mesma linha, Rose França (PSC) reconheceu a importância da EJA para os trabalhadores. Enquanto José Emanuel (PSC) citou a situação de conhecidos do Grajaú, onde reside, que dependem dessa modalidade de ensino, enfatizando que não pode acabar.
Diante de questionamentos do Tribunal de Contas de que a Prefeitura está investindo muito em professores em comparação a um número reduzido de alunos, Bruno Siqueira (PMDB) esclareceu que a importância do programa pode ser demonstrada ao órgão. “A Prefeitura, a Câmara, o Sinpro e os professores podem se unir para mostrar a importância da continuidade e até ampliação do programa,” disse. |