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Eduardo Novy propõe representação para Governo Federal em audiência pública “A população está pedindo socorro e se não escutarmos o seu apelo agora, mais tarde, quando as chuvas provocarem tragédias, não irá adiantar fazermos algo. Pessoas poderão perder suas casas, seus bens e até suas vidas. Cidadãos que pagam em dia seus impostos”. A preocupação é do vereador Eduardo Novy (PSC), que solicitou audiência pública para debater a situação de mais de 300 famílias no bairro Novo Triunfo. Ele sugeriu que seja enviada uma representação ao Governo Federal e Estadual alertando as autoridades sobre a situação do local.
O problema teve inicio em 2005, com as obras de um loteamento, situado acima do bairro. A empreitada é de autoria da Prefeitura e financiada pelo Governo Federal, mas que não tinha infra-estrutura e nem uma margem mínima de segurança para ser realizado. Os moradores temem pelo próprio patrimônio que está ameaçado pelos desabamentos. O solo, que está com rachaduras e erosão em estado avançado, não irá suportar a ação da natureza.
“Estamos indignados com essa situação”, disse o presidente da SPM do Bairro Triunfo, Sebastião da Silva, que cobrou um posicionamento dos representantes da Prefeitura, presentes na reunião. “O que irá acontecer com as mais de 300 famílias que residem no novo Triunfo quando o período de chuvas começar e acontecerem os desabamentos, que estão eminentes”, questionou.
A resposta veio através do subsecretário da Defesa Civil, Sérgio Rocha. Ele informou que o órgão já fez um cadastramento dos moradores e está buscando a melhor solução. Uma delas seria transferir as famílias da área de risco para a casa de familiares ou abrigos, “até que seja resolvido o impasse sobre a continuidade das obras do loteamento”.
Para o secretário de Planejamento, Márcio Guerra, a situação é muito mais complicada. Ele disse que a Prefeitura de Juiz de Fora tem tido dificuldades para adquirir recursos, que seriam usados para a conclusão de obras emergenciais, uma delas a do loteamento do bairro Novo Triunfo. “O Executivo está com as mãos amarradas e com suas contas bloqueadas. O que podemos fazer são medidas paliativas para amenizar a situação”, disse. Paulo Reis, coordenador do Movimento de Luta pela Moradia, cobrou uma satisfação aos moradores por parte da Prefeitura. “O Executivo tem o dever de dar uma explicação à comunidade sobre o que irá acontecer com os moradores daqui pra frente. Estamos a deriva, por isso, pedimos uma solução imediata”, disse. |