Publicada em: 19/05/2009 - 394 visualizações

Tempo de vida útil do aterro do Salvaterra é questionado

Tempo de vida útil do aterro do Salvaterra é questionado (19/05/2009 00:00:00)
 

Tempo de vida útil do aterro do Salvaterra é questionado

       Qual o tempo de vida útil do aterro sanitário do Salvaterra? Esse é o principal questionamento ao final da Audiência Pública realizada hoje (19/05) a pedido dos vereadores Roberto Cupolillo (Betão-PT) e Noraldino Jr.(PSC). Os dois consideram necessário um estudo técnico sobre o assunto, opinião compartilhada com José Sóter de Figueirôa (PMDB). Ele entra amanhã (20/05) com representação ao governador Aécio Neves, através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, solicitando a paralisação das obras em Dias Tavares, indicada como área para o novo aterro, além do cancelamento da licença de implantação do empreendimento até que o Comdema se pronuncie. Apesar de convidada, a Vital Engenharia, responsável pelas obras, não compareceu
        A polêmica em torno do tema foi demonstrada no tempo dedicado às discussões - 5 horas – e no grande número de manifestações. Betão lembrou que Salvaterra foi inaugurado em 1999 com previsão de 20 anos de vida útil. Após dez anos, já se fala no seu esgotamento. A preocupação do vereador surge não só quando cita o grande investimento no novo aterro, ou seja, de R$ 250 milhões por 25 anos de operação como também problemas ambientais. Pelo local passa o córrego Barbeiro que deságua no Olaria, afluente do Rio Paraibuna.
        A exposição feita por Figueirôa contemplou avaliações ambiental, jurídica-administrativa e contratual. O peemedebista tem informações de que a Queiroz Galvão adquiriu o terreno de Dias Tavares por R$ 771 mil antes da abertura dos envelopes da licitação que escolheu a empresa para a obra. Segundo ele, o edital foi direcionado e apenas a firma participou do processo.
        Figueirôa reivindica um parecer do Comdema sobre o Salvaterra e Dias Tavares, uma perícia em Salvaterra, para uma avaliação sobre o tempo de vida útil, e Dias Tavares sobre o córrego;, uma auditoria independente em torno do contrato, além do envolvimento do Ministério Público na questão.
        Noraldino Jr. quer total transparência na avaliação. Ele solicitou que o presidente da Câmara, Bruno Siqueira (PMDB), acione a Procuradoria da Casa para análise de todo processo e uma consultoria para verificar a situação do Aterro do Salvaterra.
        A superintendente da Agenda-JF, Sueli Reis, adiantou que o assunto foi levado ao Comdema e, se necessário, será providenciada uma perícia. “A Prefeitura está tratando do assunto com responsabilidade,” assegurou.
        Danilo Vieira Júnior, superintendente regional do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, atribui o esgotamento de Salvaterra a operação inadequada na fase inicial. Segundo ele, licença prévia para Dias Tavares já foi concedida pela Copam. Figueirôa, entretanto, disse não haver estudo oficial sobre a exaustão. O único existente, elaborado pela Queiroz Galvão, não envolveu sondagem do terreno.
        A polêmica aumentou após a fala do professor da Faculdade de Engenharia da UFJF, César Henrique Barra Rocha. Junto com seus alunos, ele fez um estudo em torno de cinco áreas que poderiam abrigar o novo aterro. Duas delas foram consideradas viáveis, com custos de transporte inferiores a Dias Tavares. Uma delas seria Joazal, a 12 km do Centro, e a outra a Fazenda Oliveira, em Ponte Preta, a 16 km.
        Entre os participantes da Audiência Pública estiveram Erickson Aragão, do Conselho Municipal do Meio Ambiente e diretor do Colégio Pio XII; o presidente do jornal JFHoje, Omar Peres; o promotor do Meio Ambiente, Júlio César; o diretor do Demlurb, Aristóteles Faria; o secretário executivo do Conselho de Saúde, Jorge Ramos; o representante do Grupo Ecológico Salvaterra, José de Souza, e o presidente municipal do PMDB, Luís Carlos de Carvalho.

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