Publicada em: 18/09/2006 - 337 visualizações

Juiz de Fora pode ter passe livre para portadores de anemia falciforme

Juiz de Fora pode ter passe livre para portadores de anemia falciforme (18/09/2006 00:00:00)
 

Juiz de Fora pode ter passe livre para portadores de anemia falciforme

       Já está pronto para entrar em votação o projeto de lei proposto pelos vereadores, Isauro Calais (PMN), Flávio Cheker (PT) e Luiz Otávio Fernandes - Pardal (PTB), membros da Comissão de Legislação Participativa da CMJF, instituindo o passe livre no transporte coletivo urbano para portadores de anemia falciforme. De acordo com a proposta solicitada à comissão pelos representantes da Associação Municipal dos Portadores de Anemia Falciforme, só podem ser contemplados com o benefício pacientes que recebam até três salários mínimos por mês, no caso de menores, a comprovação de renda deve ser dos seus responsáveis. O passe livre é extensivo a um acompanhante.
       Segundo os vereadores, a necessidade do passe livre para os portadores da doença se justifica pelas dores, fadiga e falta de apetite constantes que afetam a pessoa com a anemia falciforme, por causa do pouco fluxo de oxigênio lançado pelo sangue nos tecidos e órgãos. Durante as crises a dor é mais intensa e o paciente pode ficar internado. Quando o bloqueio ocorre em órgãos como cérebro e pulmão as lesões podem ser irreversíveis. Daí a necessidade do transporte gratuito para os portadores da doença, dizem Isauro Calais, Flávio Cheker e Pardal.
       De acordo com a Cartilha da Anemia Falciforme, lançada pelo Conselho Científico da Associação de Falcêmicos do Rio de Janeiro (AFARJ), ela é uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil e afeta principalmente a população negra. A anemia falciforme deixa as hemácias em formato de foice, o que dificulta o transporte do oxigênio para todas as partes do corpo que ficam sujeitas a lesões. Embora haja uma maior incidência do problema em negros e afro-descendentes, os brancos, particularmente os que são provenientes do Mediterrâneo, Oriente Médio e Índia, apresentam a doença.
       A organização Mundial de Saúde estima que anualmente nascem no Brasil em torno de 2 500 crianças com Anemia Falciforme. Num estudo em que se analisou 101.000 brasileiros de 65 cidades, independente da raça, encontrou-se 2,1% de traço falcêmico.
       

Arquivo de notícias >>>

 


©2025. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade