Publicada em: 17/02/2009 - 286 visualizações

Diagnóstico da Saúde em Juiz de Fora é apresentado em audiência

Diagnóstico da Saúde em Juiz de Fora é apresentado em audiência (17/02/2009 00:00:00)
 

Diagnóstico da Saúde em Juiz de Fora é apresentado em audiência

       Nesta terça-feira (17/02) a secretária de Saúde Eunice Dantas foi chamada para relatar a situação da área e os projetos da nova administração atendendo a lei nº 10.000, que determina que secretários sejam sabatinados. A audiência pública foi solicitada pelos vereadores José Sóter de Figueirôa Neto (PMDB) e Bruno Siqueira (PMDB).
       Figueirôa questionou as denúncias como contratações indevidas e falta de gestão na área de saúde. “Não é fácil discutir a saúde no país, e mais ainda no âmbito do município, principalmente com os últimos acontecimentos, o maior desastre político-administrativo que se tem notícia na história do município”, disse.
       A Secretária explicou que espera contar com os vereadores nesta jornada de construção de novo modelo de saúde. “Precisamos de um diagnóstico claro para acreditar que o caos em que achamos o município terá fim. Encontramos uma situação caótica: 30 milhões em restos a pagar. Já foram quitados 10 milhões. Estamos procurando equacionar os problemas para oferecer saúde de qualidade para todos. Destacamos ainda que a assistência está sufocada por mandados judiciais”. Eunice disse que encontrou um corpo de funcionários heterogêneo, com variedade de modelos de vínculos empregatícios: comissionados, municipalizados, terceirizados, estagiários. Há também precariedade dos vínculos de saúde da família e desabastecimento de medicamentos e insumos
       Ela falou sobre diversas questões. “Estamos abrindo a discussão da reterritorialização de Juiz de Fora para saber onde há necessidade de atenção primária e secundária. Todas as unidades básicas de saúde serão avaliadas e serão feitas readequações. Com a melhoria da atenção primária vamos reduzir a internação. Pretendemos ainda regionalizar o atendimento do SAMU”. Ela falou também sobre o Pronto Socorro: “ fechar ou não o HPS vai depender de discussões junto ao controle social”.
       O hospital da zona norte foi alvo da maior parte de questionamentos por parte da platéia. Os moradores receiam que a unidade seja construída longe de sua região, se construída próximo à rodoviária. A secretária informou que há R$ 48 milhões do governo do estado garantidos para a obra. “O hospital deve ser resolutivo para urgência de toda cidade. O terreno ainda está sendo procurado e o custeio será tripartite: ministério, Estado e município”.
       O secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, alertou para a necessidade de discussão do plano de governo do município antes da discussão do Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. “A saúde precisa de tratamento diferenciado, não é possível darem tratamento igual na Comissão Permanente de Licitação para insumos da área. Precisamos de uma reorientação na proposta de assistência a saúde”, disse.
       Estiveram ainda presentes na reunião o Coordenador de projetos da Secretaria Estadual de Saúde, Odilon Andrade, o Subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Cláudio Moisés Lacerda Reis, e representantes de várias comunidades.

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