Publicada em: 12/01/2009 - 229 visualizações

Câmara convoca secretários para explicações sobre projetos

Câmara convoca secretários para explicações sobre projetos (12/01/2009 00:00:00)
 

Câmara convoca secretários para explicações sobre projetos

       As explicações sobre projetos de governo do superintendente da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage – Funalfa - Antônio Dutra, e do diretor-presidente da Emcasa, Daniel Ortiz, provocaram debate no plenário, durante Audiência Pública, solicitada pelos vereadores José Sóter de Figueirôa Neto (PMDB) e Bruno Siqueira (PMDB), presidente do Legislativo. A exposição está em acordo com a Lei 10.000 de 2001 que obriga os ocupantes de cargos de chefia do Executivo a virem a Câmara mostrar as suas diretrizes para a nova legislatura.
       
       O primeiro a dar a suas explicações foi Antônio Dutra que, em linhas gerais, procurou expor todos os seus projetos para a Fundação. É sua intenção ampliar o acesso à cultura, através de parcerias com a iniciativa privada e com outros órgãos da Prefeitura, no sentido de levar a arte para todos os segmentos da sociedade. Além disso, o superintendente pretende adotar programas de educação patrimonial, para a conservação de prédios e de acervos culturais da cidade, de valorização da cultura dos bairros e afro-brasileira, de incentivo à leitura, de captação de recursos para o término do Teatro Paschoal Carlos Magno, de efetivação do Conselho Municipal de Cultura, de ampliação da Lei Murilo Mendes e de acessibilidade aos prédios públicos sob a responsabilidade da Fundação.
       
       Questionado sobre o carnaval, Antônio Dutra explicou que dos 7 milhões destinados a Funalfa, 19% vão para a realização da festa popular, ou seja, um milhão e duzentos. Desse total, 550 mil reais são destinados para as escolas e para os grupos da cidade incrementarem o seu desfile. “No meu pensamento, todos os órgãos da Administração deveriam se empenhar na realização do carnaval como o que acontece em outras cidades como no Rio de Janeiro”, disse Dutra.
       
       Já o diretor-presidente da EmCasa explicou que é prioridade do órgão incentivar a efetivação do Plano, do Fundo e do Conselho Municipal de Habitação. Ele disse que “só assim a cidade poderá captar melhores recursos para a construção de moradias”. Daniel Ortiz revelou que o déficit de habitação em Juiz de Fora está em torno de 14 mil residências. “Estamos trabalhando para que esse número seja nulo. Para isso, a Emcasa irá adotar uma política mais eficaz de habitação, melhorando as linhas de crédito para a população carente, regularizando loteamentos, no sentido de reduzir o índice de ocupação desordenada e incentivar a criação de cooperativas para a compra de casas populares.
       
       Ortiz disse que apesar de ter um orçamento reduzido por trabalhar com uma parcela da população “que muitas vezes não consegue pagar em dia as suas obrigações com a Emcasa”, o prefeito Cutódio Mattos (PSDB) tem sinalizado de forma positiva no sentido de criar oportunidades para a construção de novas moradias. Ortiz afirmou, ainda, que os projetos já iniciados na legislação passada continuarão sendo prioridade para a Emcasa, que pretende melhorar a qualidade de vida de comunidades como a da Favela do Rato, da Grota dos Guris, do Novo Triunfo, do Jardim das Pedras Preciosas, do Caiçaras e do bairro Borboleta.
       
       Os vereadores encerraram a audiência dizendo que “será um desafio adequar e estimular o processo de desenvolvimento da cidade, através da redistribuição de recursos, e que a Câmara irá trabalhar para que a população de Juiz de Fora não seja prejudicada. Eles optaram por enviar, oficialmente, pedidos de informação aos dois representantes do Executivo para as questões que não foram bem esclarecidas.
       

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