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Comunidade do Dom Bosco cobra continuidade de escola A Superintendente Regional de Ensino, Nyrce Villa Verde Coelho, será cobrada quanto à continuidade do funcionamento da Escola Estadual de 1º Grau Dom Orione. Em reunião coordenada pela presidente da Comissão de Educação, Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico-PDT), na Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, a comunidade deixou claro a seus representantes o anseio de que o estabelecimento retome suas atividades de imediato. “Não é justo o colégio fechar no meio do ano. Nossas crianças não podem ficar na rua. Elas têm direito ao ensino”, argumentaram mães de alunos.
O desejo da comunidade será manifestado novamente quinta-feira (13/08), às 9h, para quando ficou marcada uma reunião entre a superintendente e uma comissão formada por vereadores, três mães de alunos, um professor, representantes da Associação dos Amigos (Aban), da Associação Espírita Grupo Semente, do Instituto Dom Orione, do Conselho Local de Saúde, da Associação Pró-Melhoramentos do Dom Bosco e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute). A comunidade terá retorno no mesmo dia em reunião, na Capela, às 19h30. A iniciativa foi proposta pelo vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB).
Wellington Carlos Alves, do Conselho Tutelar Sul/Oeste, não afasta a possibilidade de medidas jurídicas para assegurar os direitos das crianças. Mães de alunos defenderam a reforma de um pavimento enquanto o outro é usado pelos estudantes, de forma a que as atividades tenham prosseguimento. Para alcançar o objetivo, o vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) citou a mobilização como a principal ferramenta da comunidade.
Diante do argumento de que as atividades foram paralisadas em função de pouca demanda dos alunos, várias pessoas usaram a palavra para negar o desinteresse pelo estabelecimento de ensino e esclarecer que o esvaziamento se deu progressivamente em função do descaso com as dependências.
Em recente visita ao local, a Comissão de Educação observou que a escola dispõe de 12 salas de aula, seis no térreo e as demais no primeiro andar. Muitas delas estão com vidros e portas quebradas, paredes sujas, descascadas, há infiltrações e o pátio interno não é iluminado. “As oficinas foram abandonadas. A escola não tem um parquinho, um local preparado para a prática de esportes”, queixou-se Maria Helena, do Sind-Ute. |