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Indefinições cercam o restaurante popular Quando será inaugurado o restaurante popular? O acesso será universal? Qual será o preço da refeição? Essas são algumas das questões levantadas pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea), que tem o vereador Flávio Cheker (PT) entre seus integrantes. Em entrevista coletiva, concedida nesta quinta-feira, no local em que a obra está sendo realizada, membros do Conselho manifestaram preocupação com as constantes protelações para a entrega da obra à população, com receio da perda de recursos e prejuízo principalmente para os carentes, que se beneficiarão da oferta de refeições a baixo custo.
O convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social foi assinado no final de 2005, no governo anterior. Desde então o contrato foi renovado por três vezes. O atual termina em 31 de dezembro, sem direito a nova prorrogação. “Os prazos estão sendo protelados com frequencia. A Administração Municipal já anunciou a inauguração para março, agosto e temos informações extraoficiais de que acontecerá em dezembro,” disse Cheker.
Os trabalhos são desenvolvidos pela Margem Construção e Comércio Ltda, de Sete Lagoas, Minas Gerais. No momento, apenas cinco funcionários encontram-se no local. O acabamento está atrasado. Faltam instalar as esquadrias, colocar vidros e equipamentos que dependem de licitação, como os de cozinha, higienização, câmera frigorífica, mobiliário e louças.
Mais do que esses fatores, a gestão do restaurante preocupa o Comsea. Chegou a ser formado um Comitê de Gestão, do qual o Conselho participa, mas a secretária Bettina Koyro informa que não foi realizada sequer uma reunião. Ela lamenta que o conhecimento dos integrantes em gestão pública de equipamentos de segurança alimentar não esteja sendo utilizado.
Ainda nesta quinta-feira, às 18h30, está prevista uma reunião do Comsea, na Casa dos Conselhos, com os secretários Municipais de Agropecuária e Abastecimento, Airdem Gonçalves de Assis; Governo, Manoel Barbosa; Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Zuchi; Obras, Jefferson Rodrigues, e de Assistência Social, Tammy Angelina Monteiro, que acompanham os trabalhos por meio de suas pastas. O resultado pode provocar a mobilização dos juiz-foranos em defesa do empreendimento, por meio de manifestações populares.
Também participaram da coletiva Antônio Neves de Campos, vice-presidente da Associação dos Apicultores de JF e Região; Maria Geralda, da Cooperativa de Portadores de Deficiência; Hugo Bento, da Cooperatiuva Popular dos Produtores de Alimentos do Bairro Santo Antônio; Maria Inês Reis Umbelino, da Arquidiocese de Juiz de Fora; José Paulino da Silva, do Fórum População de Rua, e Marlene Salermo, da Associação de Amigos da Pastoral da Criança, todos do Comsea. |