Publicada em: 09/07/2009 - 242 visualizações

Vereadores do PT vêem possibilidade de CPI do lixo

Vereadores do PT vêem possibilidade de CPI do lixo  (09/07/2009 00:00:00)
 

Vereadores do PT vêem possibilidade de CPI do lixo

       Os vereadores Flávio Cheker, Roberto Cupolillo (Betão) e Wanderson Castelar cobraram hoje do Executivo, durante Audiência Pública, a suspensão do contrato com a firma que vai explorar o novo aterro sanitário, em Dias Tavares, e condenaram qualquer tentativa de privatização dos caminhões do Demlurb. “Por quê o prefeito mantém contratos que herdou de seu antecessor, sobretudo o do novo aterro sanitário? Se essa tônica for mantida não vejo outra opção que não seja uma CPI”, disse Castelar. Betão, por sua vez, contesta o aluguel de 12 caminhões para a coleta de lixo pelo prazo de 48 meses judicialmente, alegando custo superior à compra do equipamento.
        Falando como cidadão, o professor da UFJF, César Henrique Barra Rocha, alertou que o novo aterro está a 25 km do centro, o que pode representar a necessidade de transbordo. O professor sustenta que há áreas mais próximas que possibilitariam serviços mais baratos. Cheker chamou a atenção para as palavras do professor referindo-se a locais apropriados a 12 km e 16km do Centro. Quando se refere a alocação de caminhões, ele volta a defender interesses dos cidadãos, alegando que o valor a ser pago pela Prefeitura é suficiente para aquisição de um novo veículo a cada um mês e meio.
        O presidente do Sinserpu, Cosme Nogueira, denuncia a falta de investimento na frota e em pessoal do Departamento. No período eleitoral, o Sinserpu se reuniu com o então candidato a prefeito Custódio Mattos quando ele disse que privatização não seria sua política. Passadas as eleições, o Executivo surpreendeu com um edital de alocação de 12 caminhões por 48 meses. “Somos a favor de uma frota nova, um Demlurb forte e da melhoria das condições de trabalho,” enfatizou o sindicalista.
       O diretor do Demlurb, Aristóteles Faria, esclareceu que o modelo de locação tem sido adotado e dado certo em diversos municípios, como Fortaleza, e órgãos, a exemplo dos Correios e INSS. Toda a manutenção (pneus, baterias, seguro, tributos) fica sob a responsabilidade da empresa. O prazo de 48 meses, segundo ele, contribui para reduzir o valor da locação.
       Colocando-se ao lado do diretor, o secretário de Planejamento, André Zucchi, afirmou que a Prefeitura não pode solicitar financiamento para veículos até 2012 em função de um já requerido à Fename. Ele trata a alocação como um método de gestão, ao contrário de terceirização ou privatização.

Arquivo de notícias >>>

 


©2026. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade