Publicada em: 02/10/2026 - 53 visualizações
Os quatro pilares do envelhecimento ativo foram debatidos durante a Roda de Conversa promovida pela Câmara Municipal de Juiz de Fora em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa Idosa. Foram apresentadas três palestras sobre saúde, participação, segurança e aprendizagem com abordagem sobre as políticas públicas previstas para a garantia de cidadania e envelhecimento com qualidade. O evento foi promovido pela Comissão da Pessoa Idosa e pelo Câmara Sênior na quinta-feira, 1º de outubro.
A primeira palestra da tarde, Cuidado com a saúde na perspectiva do envelhecimento saudável, foi proferida pelo professor Emerson Rodrigues Duarte. Com estímulo às atividades físicas, o professor apresentou exercícios simples e caseiros que podem reverter o comportamento sedentário. Pode ser em casa, na praça, em parques. “Quando a gente fala de condições saudáveis, a gente também depende de políticas públicas que também assegurem o direito à prática de exercícios físicos e, como complemento, em uma cidade que garanta isso de maneira segura”. Em seguida foi a vez dos professores Joseane Rezende e João Marcos com a palestra sobre a Educação Continuada de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). Para explicar a mudança da sigla, Joseane esclareceu a inclusão dos idosos como parte do projeto para a educação continuada. “É um caminho importante e necessário se considerarmos o envelhecimento da população brasileira”. De acordo com eles, o Centro de Educação de Jovens, Adultos e Idosos Geraldo Moutinho conta hoje com 1.069 alunos. “Garantir que um idoso ocupe uma cadeira na escola não é caridade, é um direito social que a história tentou lhes roubar. O Estatuto [da Pessoa Idosa] não é apenas um papel, mas um escudo para direitos”, enfatizou João Marcos. Um dos pontos mais sensíveis do envelhecimento foi apresentado pelos pesquisadores Dalina Fraga e Revelino Mattos. Durante o bate-papo, eles expuseram dados de pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos sobre o humor nos estados físico e psicológico das pessoas idosas. Pelo Censo 2022, o Brasil tem uma população de 200 milhões de pessoas, sendo 22 milhões com mais de 60 anos – o que representa um crescimento de 57,4% em 12 anos. Para uma percepção mais real quando ao envelhecimento da população brasileira, apontaram uma uma comparação: o número de crianças de até 14 anos no mesmo período caiu 13,6%, passando de 45,9 para 40,1 milhões. Além disso, ainda conforme os dados apresentados, a expectativa de vida passou de 45 anos (na década de 1940) para 76,6 anos em 2022. De acordo com Revelino, esses e outros dados sociais demonstram a necessidade de se pensar sobre o envelhecimento como uma realidade social e, principalmente, na melhoria de aspectos psicológicos dessa população. Professor de psicologia, Revelino explicou que as mudanças na percepção da própria vida e função na sociedade têm impacto direto em como os indivíduos se colocam no mundo. “Uma pessoa idosa aposentada sofre a influência da alta autoestima quando consegue ressignificar seu pertencimento na sociedade. Já uma pessoa idosa aposentada, com uma autoestima afetada pelo juízo de valor de si como menos valioso, tende a se ver como alguém que perdeu a utilidade”. Para ele é neste momento que entram as pesquisas sobre o humor e de que forma o humor positivo e autopromotor tem impacto na qualidade de vida, diferente de um humor autodepreciativo e agressivo. O evento foi transmitido ao vivo pela JFTV, canal 35.1, e pode ser conferido no canal da JFTV no YouTube. Assessoria de Imprensa: 3313-4700 (ramal 4734).
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