Publicada em: 13/08/2026 - 106 visualizações

Parlamento Jovem de Minas - Estudantes propõem Libras e Braille como disciplinas obrigatórias na escola

Parlamento Jovem de Minas - Estudantes propõem Libras e Braille como disciplinas obrigatórias na escola (13/08/2026 00:00:00)
  • Plenária Regional reuniu 100 estudantes da Zona da Mata, participantes do projeto da ALMG
 

Os estudantes participantes do Parlamento Jovem de Minas definiram em Assembleia Regional a indicação de três propostas para a Plenária Estadual, entre elas a inclusão do ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e do sistema Braille no currículo escolar da rede pública e privada a partir do sexto ano. Em 2026, os estudantes discutem o tema da acessibilidade e estão, durante todo o ano, participando de oficinas e debates coletivos sobre o tema.

Além da inclusão do ensino de Libras e Braille, os participantes vão apresentar, em Belo Horizonte, entre 17 e 18 de setembro, mais duas sugestões para compor a proposta estadual. Uma é instituir a obrigatoriedade de capacitação para profissionais das áreas educacionais e da saúde, conforme parâmetros do MEC e do Estatuto dos Direitos do Paciente, e a outra é a criação de uma central de comunicação, presencial e digital, para orientar famílias. A ideia é garantir à pessoa com deficiência e neurodivergente o direito à informação acessível. 

No encontro estadual, eles vão sugerir ainda que no ano que vem seja discutido o tema “educação sexual e abuso infantil”, quando uma nova turma participa da formação cidadã oferecida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em parceria com as Câmaras Municipais. Em Juiz de Fora, a Universidade Federal atua como parceira do polo Zona da Mata II, que reúne 11 municípios da região. 

Presidindo a sessão da Plenária Regional, a vereadora Letícia Delgado (PT) lembrou que no PJ os estudantes têm contato com a construção coletiva de ideias. “Acessibilidade é um desafio que passa pela educação, pela saúde, e é muito legal ver esse somatório de cidades de Minas juntas para pensar coletivamente nesse desafio”.

O professor do departamento de Ciências Sociais da UFJF, Diogo Tourino, pontuou que ao sair da sala de aula os estudantes vão conhecer outras realidades na região, em um processo de aprendizado prático, mostrando que democracia é convívio. “Para os nossos estudantes da UFJF também acaba sendo uma experiência muito importante: eles vêm não só para ensinar, mas também para aprender”, finalizou.

 

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