Publicada em: 27/05/2026 - 24 visualizações
A Câmara Municipal de Juiz de Fora debateu nesta terça-feira, 26, o aumento dos casos de hepatite A no município. A cidade tem 1.042 registros da doença desde dezembro de 2025. Duas mortes foram confirmadas, segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde durante Audiência Pública realizada no Plenário da Casa.
A reunião foi convocada pelo vereador Sargento Mello Casal (PL) por meio do Requerimento nº 3.365/2026. O encontro reuniu representantes da Secretaria de Saúde, autoridades municipais e moradores. Durante a audiência, o secretário de Saúde, Jonathan Ferreira, afirmou que a Prefeitura acompanha o avanço da doença desde o ano passado e atua em conjunto com o Ministério da Saúde e a Superintendência Regional de Saúde para identificar a origem do surto. Segundo ele, o Município solicitou apoio técnico do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), especializado em investigação de campo. “Acompanhamos diariamente as notificações e temos oferecido todo o suporte possível”, afirmou o secretário. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Louise Candido, apresentou dados sobre a evolução dos casos e explicou que o período de incubação da hepatite A pode variar entre 15 e 50 dias, com média de 28 a 30 dias. Ela destacou ainda que a transmissão pode ocorrer até 15 dias antes do surgimento dos sintomas e permanecer por cerca de duas semanas após o início do quadro. Louise também informou que pessoas que já tiveram a doença ou foram vacinadas desenvolvem imunidade duradoura. De acordo com os dados apresentados, 57% dos casos registrados no município atingem homens entre 30 e 34 anos. A região Central concentra o maior número de notificações, com 339 casos, seguida pelas regiões Sul (190), Leste (135), Norte (124), Oeste (93), Sudeste (89) e Nordeste (72). Segundo a Secretaria de Saúde, 2.259 pessoas com mais de 18 anos foram vacinadas até o momento. A subsecretária destacou ainda o aumento de 75% na cobertura vacinal infantil, além de ações como busca ativa nas residências e atendimento do Vacimóvel. Um dos momentos mais emocionantes da audiência foi o depoimento da moradora Amanda Floripa, do Bairro Santa Terezinha. Ela relatou que o marido, Carlos Eduardo Silva Reis, de 37 anos, morreu em decorrência da hepatite A. Segundo Amanda, a confirmação da presença do vírus foi entregue à família na terça-feira, 26. “Eu estou aqui para representar meu marido, que faleceu pela hepatite A”. A primeira morte registrada na cidade aconteceu em abril. Ângela Cristina Pinto tinha 60 anos e morreu em decorrência da doença no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. Ao final da audiência, o vereador Sargento Mello Casal criticou o remanejamento de recursos públicos de áreas como saúde e educação e cobrou mais investimentos na estrutura de atendimento do município. “O que eu pedi hoje aqui é para saber se existem técnicos suficientes para atender as pessoas e solicitar exames. A população procura atendimento e enfrenta dificuldades”, afirmou. Assessoria de Imprensa: 3313-4734
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